Depois da tragédia grega de Salonica, a expectativa dos benfiquistas seria o que se poderia esperar da equipa em termos psicológicos para o jogo de Famalicão?
Se em Salonica, o Benfica mandou no jogo na 1a parte, sobretudo com posse de bola, mas foi uma posse totalmente inócua, uma replica daquilo que foi a época passada, um carrossel de bola para o lado, de seguida para trás, mudança para a esquerda, de novo para trás, de novo para o centro, de seguida para a esquerda.
Este futebol dá uma larga vantagem em termos de posse de bola e revela um enganoso dominio territorial, mas a transposição nunca é feita de forma a poder surpreender a linha defensiva contrária , pois com o futebol mastigado em que se torna este carrossel, dificilmente alguma defesa é apanhada em contra pé.
Esta introdução para dizer que a 1a parte do Benfica em Salonica, ao contrário daquilo que dizem alguns " entendidos" não foi boa, houve bola, mas foi pólvora seca.
A unica oportunidade de registo nessa 1a parte em termos de jogo corrido foi o cabeceamento falhado de Seferovic na cara de Zivkovic, sim porque as demais foi através de uma bola parada de Pizzi à barra e um ou 2 remates de longe que o grego foi defendendo como pode.
No jogo de ontem não foi assim, em primeiro lugar porque o Famalicão defende muito pior que o PAOK, e em segundo lugar as alterações efectuadas por JJ, modificaram a equipa para muito melhor.
Uma saída que há muito se impunha, a de Weigl, que desde a sua chegada tem sido dos principais dinamizadores do tal carrossel para o lado e para trás, joga em 10 m2 de terreno, não promove desiquilibrios , não consegue efetuar um passe preciso a longa distância, e de tanto querer ser posicional, quando sai 1 metro que seja daquele raio de acção já não é eficaz na recuperação.
Gabriel seu substituto no jogo de ontem para além de ser mais rectilíneo, sobe mais, custa ainda recuperar, mas arrisca passes de costa a costa, promovendo repentinas mudanças de flanco.
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Com a entrada de Gabriel e a saida de Pizzi, quem beneficiou foi Taarabt, que partindo de terrenos mais recuados, jogou, fez jogar criou inumeros desiquilibrios, partindo a louça toda.
Na frente, duas novidades com a inclusão de Waltschmidt e Darwin, que tem de facto caracteristicas muito diferentes de Vinicius e Seferovic, o uruguaio cai muito bem nas linhas, é veloz, sabe cruzar, e cria espaços para o outro avançado no caso foi o alemão que sabe aparecer no sitio onde a bola vai cair, fazendo dois golos plenos de oportunismo , com Darwin a assistir.
Muito boa movimentação da equipa em todo o jogo, não parecendo nada perturbada com o que tinha acontecido três dias antes.
Foi um bom começo quer em termos de resultado quer em termos psicológicos há fantamas da época passada que ainda por lá vagueiam, e será a ganhar e a jogar bem que eles se irão dissipar de vez.
As laterais continuam a ser o ponto fraco, Grimaldo excelente a atacar, mas continua mal a defender, Almeida do outro lado é o mal menor se tivermos em linha de conta quem pode fazer o seu lugar.

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