FAMALICÃO 1 BENFICA 5

 

Depois da tragédia  grega de Salonica, a expectativa dos benfiquistas seria o que se poderia esperar da equipa em termos psicológicos  para o jogo de Famalicão?

Se em Salonica, o Benfica mandou no jogo na 1a parte, sobretudo com posse de bola, mas foi uma posse totalmente inócua, uma replica daquilo que foi a época  passada, um carrossel  de bola para o lado, de seguida para trás,  mudança  para a esquerda, de novo para trás,  de novo para o centro, de seguida para a esquerda.

Este futebol dá  uma larga vantagem em termos de posse  de bola e revela um enganoso dominio territorial, mas a transposição  nunca é  feita de forma a poder surpreender a linha defensiva contrária , pois  com o futebol mastigado em que se torna este carrossel,  dificilmente alguma defesa é  apanhada em contra pé. 

Esta introdução  para dizer que a 1a parte do Benfica em Salonica,  ao contrário  daquilo que dizem alguns " entendidos" não  foi  boa, houve bola, mas foi pólvora  seca.

A unica oportunidade de registo nessa 1a parte em termos de jogo corrido foi o cabeceamento falhado de Seferovic na cara  de Zivkovic, sim porque as demais foi através  de uma bola parada de Pizzi à  barra e um ou 2 remates de longe que o grego foi defendendo como pode.

No jogo de ontem não  foi assim, em primeiro lugar porque o Famalicão  defende muito pior que o PAOK, e em segundo lugar as alterações  efectuadas por  JJ, modificaram a equipa para muito melhor.

Uma saída  que há  muito se impunha, a de Weigl, que desde a sua chegada tem sido dos principais dinamizadores do tal carrossel para o lado e para trás, joga em 10 m2 de terreno, não  promove desiquilibrios , não  consegue efetuar um passe preciso a longa distância,  e de tanto querer ser posicional, quando  sai 1 metro que seja daquele raio de acção  já  não  é  eficaz na recuperação. 

Gabriel seu substituto no jogo de ontem para além  de ser mais rectilíneo,  sobe mais, custa ainda recuperar, mas arrisca passes de costa a costa, promovendo repentinas mudanças  de flanco.

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Com a entrada de Gabriel e a saida de Pizzi, quem beneficiou foi Taarabt, que partindo de terrenos mais recuados,  jogou, fez jogar criou inumeros desiquilibrios,  partindo a louça toda.

Na frente, duas novidades com a inclusão  de Waltschmidt e Darwin, que tem de facto caracteristicas muito  diferentes de Vinicius  e Seferovic, o uruguaio cai muito bem nas linhas, é  veloz, sabe cruzar, e cria espaços para o outro avançado  no caso foi o alemão que  sabe aparecer no sitio onde a bola vai cair, fazendo dois golos plenos de oportunismo , com Darwin a assistir.

Muito boa movimentação  da equipa em todo o jogo, não  parecendo nada perturbada com o que tinha  acontecido três  dias antes.

Foi um bom começo quer em termos de resultado quer em termos psicológicos   há  fantamas da época  passada que ainda por lá  vagueiam, e será  a ganhar e a jogar bem que eles se irão  dissipar de vez.

As laterais continuam a ser o ponto fraco, Grimaldo excelente a atacar, mas continua mal a defender, Almeida do outro lado é  o mal menor se tivermos em linha de conta quem pode  fazer o seu lugar.

 









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