- Não, hoje não farei a crónica do jogo, porque muita coisa importante estará certamente por dizer, para que hoje todos nós em verdadeiro êxtase estejamos a festejar o campeonato no 37.
- O jogo de hoje servia para fazermos a nossa parte, ganhá-lo ou no mínimo empatar para carimbar os um título que muitos de nós em Dezembro passado não acreditaria os que fosse possível.
- Nessa altura, uma equipa descrente, desmotivada, com fracos índices físicos, e psicologicamente arrasada, presa a um treinador com um modelo de jogo que não encaixava nas características dos seus jogadores. Derrotas, mau futebol jogado nas 4 linhas, 4o lugar na classificação a uns longínquos 7 pontos do 1o lugar, com uma 2a volta pela frente terrível, com deslocações a Alvalade, Dragão, Afonso Henriques e Pedreira pela frente, foi este Benfica que caiu nas mãos de Bruno Lage.

- Quando no início de Janeiro o até então desconhecido para muitos, Bruno Lage, foi nomeado para comandar a equipa para o que restava deste campeonato, muitos torceram o nariz, afinal a equipa iria ser entregue a alguém que até aqui tinha treinado a formação do Benfica, não tendo qualquer registo de jogos na 1a liga, e tinha feito uma incursão por terras de Sua Magestade, como adjunto de Carlos Carvalhal. A dúvida era razoável, mas também pior do que já estava, não poderia ficar, como tal, Lage recebeu de imediato todo o apoio da nação benfiquista.
- Lage, agarrou portanto numa equipa frágil psicologicamente, sem alma, sem crença, e 4 dias depois iria jogar em casa contra o Rio Ave para o campeonato.
- Mudanças que logo saltaram à vista, o obsoleto e desadaptado 4-3-3 de Rui Vitória foi substituído por um 4-4-2, que para uma equipa que tem jogadores de passe fácil e curto, bem dotados tecnicamente, era um modelo que encaixava na perfeição, e com algumas mudanças nos interpretes, o Benfica entra nesse jogo que eu considero o ponto de viragem da equipa, aos 20 minutos a perder por 0-2 em pleno Estádio da Luz.
- Com um apoio indiscritivel vindo das bancadas, com um treinador a transmitir tranquilidade à equipa, os jogadores cerraram os dentes e partiram para uma excelente exibição, dando a volta ao resultado e vencendo a partida por 4-2.
- Este jogo foi para mim o mote para o que viria a seguir.
- Mas Lage não se limitou a alterar o sistema táctico, conhecendo de forma profunda os miúdos da formação, foi-os colocando de forma paulatina no onze inicial da equipa, trocou a posição de Félix, de permanentemente encostado à linha no tempo de Vitória, Lage colocou-o atrás do ponta de lança e Félix nunca mais foi o mesmo, logo nesse jogo chave contra o Rio Ave marca dois golos e daí para cá desatou a marcar fazendo golos em quase todos os jogos culminando a época com um rendimento fantástico para um miúdo de 19 anos.
- A seguir veio Ferro, depois Florentino que de esperanças cedo se tornaram boas realidades.
- Recuperou Gabriel em termos físicos e psicológicos e tornou-o um médio poderosíssimo, reabilitou Samaris jogador este que na minha opinião foi fundamental para a equipa em termos de equilíbrio e organização, de proscrito de Rui Vitória, tornou-se de tal forma preponderante que a renovação do contrato tornou-se numa clara exigência de sócios e adeptos. Pizzi voltou à sua posição natural de médio - ala direito e fez um resto de época soberbo, e Seferovic, na lista de dispensas no início de época acabou o campeonato como rei dos marcadores com 23 golos e a revelar-se um ponta de lança forte e temivel.
- Lage fez uma 2a volta com 19 jogos e um empate a 2 bolas em casa com o Belenenses, superiorizando-se fora de casa aos seus adversários diretos com classe e categoria.
- No seu reinado dos 103 golos que a equipa marcou no campeonato, 76 foram à frente da equipa, tornando-a numa autêntica máquina na concretização.
- Lage fez obra, está conquista tem a sua marca e que marca, é na minha opinião o grande obreiro desta bela conquista, criando a imagem que na formação, para além de jogadores, também podem sair treinadores de grande qualidade.

- Desde os juniores que tenho acompanhado este miúdo.
- Com época e meia a jogar na competitiva 2a liga, Ferro mostrou que era jogador que poderia com relativa facilidade impôr - se na equipa principal.
- No entanto não raras são as vezes que jogadores fazem grandes percursos na formação, mas depois quando chega ao patamar mais elevado, não têm estofo psicológico para se imporem.
- Ferro espreitou a oportunidade em Fevereiro e logo no derby contra o Sporting na meia, final da Taça de Portugal, e tal como eu vaticinara se conseguisse aquele click psicológico de ultrapassar aquela tremideira de debutante, era jogador para não mais sair da equipa, e assim veio a acontecer.
- Muito forte no jogo aéreo, tecnicamente dotado, exímio no passe longo, Ferro tem tudo, autoridade, simplicidade de processos, e joga com elegância, faz-me lembrar Humberto Coelho, naquele estilo que o caracterizava.
- Ferro ainda tem muito a aprender, a lacuna maior que lhe encontro situa-se ao nível do posicionamento onde ainda vai cometendo alguns deslizes como aquele que proporcionou o 2o golo do Rio Ave no jogo de Vila do Conde. Vai conseguir limar essa aresta com o tempo, e esse mesmo tempo vai permitir concluirmos que se irá tornar um dos melhores centrais do futebol europeu.
- Obrigado Lage.

O centralão como muitos lhe chamam já vinha com um bom background da época anterior, este ano foi manter a bitola, é um central rijo e forte fisicamente dentro da linha de bons centrais dentro deste padrão que durante largos anos fizeram escola no rival do norte.
Mas claramente que a Ruben Dias ainda lhe falta a capacidade para dosear a sua impetuosidade, levando-o a cometer por vezes algumas faltas sem sentido e a levar amarelo desnecessários.
Tem que jogar sempre a contar que pode acontecer uma falha ou um erro e não tão à vontade a ro"ar a displicência com que por vezes aborda alguns lances, o penalti em Zagreb, o lance que dita o empate ao Belenenses em casa são o tipo de abordagens que Rúben Dias tem que melhorar de forma significativa.
Mas trata-se de facto de outro valor seguro.
Contratado no início desta época ao Olimpiakos da Grécia, foi das poucas aquisições que se conseguiram impôr no Benfica está época.
Excelente entre os postes, conseguiu dar pontos ao Benfica através de excelentes defesas, tem porém uma gravíssima lacuna que urge limar urgentemente, é um guarda redes muito fraco fora dos postes, levando o Benfica a sofrer alguns golos através sobretudo de lances de bola parada.
Há que rever de igual modo o seu posicionamento na baliza, joga muito dentro dos postes, e no futebol moderno os guarda redes têm por vezes que ser também libertos, de forma a efectivar a pressão alta com que o Benfica por vezes joga.
Ao jogar muito atrás, provoca um vazio enorme entre a linha defensiva e a sua área.
Precisa nitidamente de um companheiro que lhe proporcione uma competividade forte.
Ainda assim, acabou por fazer uma boa época pois não nos podemos esquecer que entre os postes está no top.
- Terá sido talvez a sua melhor época de sempre e a época em que definitivamente deixou de ser o "patinho feio" de todos nós benfiquistas.
Revelou excelentes progressos quer na missão defensiva quer em termos atacantes sendo o segundo jogador com mais assistências no campeonato, atrás de Pizzi.
Excelente no apoio na ala direita, complementando de forma soberba com Pizzi, formando uma equipa ala direita de grande nível, sobretudo após a chegada de Lage e com a inclusão de Pizzi. naquela posição.
Um dos jogadores com mais jogos efectuados está época, fruto de finalmente ter afastado as lesões que sistematicamente o apoquentaram nas duas últimas épocas.
Jogou sempre a um nível altíssimo e com uma rotação invulgar, tornando-o em definitivo num lateral esquerdo de excelente qualidade, sabendo que quer em Portugal como um pouco por todo o mundo, é uma posição onde não abundam jogadores com qualidade.
Devido a este factor, é um dos jogadores com grande mercado e que dificilmente o Benfica conseguirá segurar.
Quando na pré - temporada o Benfica teve que fazer um autêntico jogo do gato e do rato com o Leganes de Espanha para contratar este jogador, pensar-se-ia que chegaria, via e venceria.
Mas a grande verdade é que este jogador também não encaixava no espírito do modelo de jogo de Rui Vitória, não se percebendo portanto como o treinador deu o aval para a sua contratação. Mais uma atitude, entre muitas, de Rui Vitória que ninguém percebe.
No reinado do antigo treinador pouco ou nada jogou, levando todos os sócios e adeptos a pensarem que se trataria de mais um flop.
Mas não fazia sentido, havendo tanta insistência, tanta pedra partida com vista à sua aquisição, algum valor Gabriel deveria ter, para já tratando--se de um médio que é capaz de jogar em toda a extensão do campo, o chamado box to box.
Com a chegada de Lage, Gabriel tornou-se em mais uma pérola que veio para acrescentar, até à sua lesão que o afastou dos últimos jogos do campeonato é das grandes decisões, foi o jogador de maior valor acrescentado, efectuando exibições magníficas, tornando-se um jogador de grande relevo na estrutura encarnada.
O azar de uns é a sorte de outros, e a lesão de Gabriel escancarou as portas à mais um menino da formação, no caso, Florentino Luís.
É um jogador para contar para a próxima época, e no qual deposito grandes esperanças.
Conhecendo-os como ninguém, visto ter sido o responsável na formação, após a lesão de Gabriel, Lage não hesitou em lançar o menino Florentino Luís, o Tino como ele lhe chama. O miúdo foi lançado em Istambul no ambiente quente do Estádio do Galatasaray.
Entrou na 2a parte, e nas duas dezenas de minutos que jogou foi o jogador com mais recuperações de bola.
De toque fácil, é um jogador que parece que joga de pinças, tal é a forma sublime com que ganha inúmeros lances a adversários e dá início àquilo que é o forte do sistema de Lage- as transições.
Foi o seu ano zero e pelo que demonstrou está época irá ser também ele um valor seguro, alguém é que o Benfica deve dar asas, porque está ali outro excelente jogador. Já revelava nos "bes " está apetência para voos mais altos.
- O Manecas como carinhosamente é tratado no balneário do Benfica, foi dos jogadores mais destratados e ignorados pelo anterior treinador, considerando-o um proscrito, não lhe dando minutos de jogo, preterido-o a jogadores banais como Filipe Augusto ou Alfa Semedo.
- Rui Vitória foi um criminoso em relação a Samaris, mas Lage reabilitou-o tornando-o num dos jogadores mais importantes da Reconquista. Força, garra, querer, uma técnica invejável, excelente na recuperação e no passe, Samaris foi um jogador fundamental, levando os adeptos a exigir a renovação do seu contrato, algo que não estava nos planos do senhor das luzes e dos tomates. Em boa hora a massa adepta do Benfica pressionou a administração, porque para além de excelente jogador, é um homem líder de balneário a quem todos ouvem.
- A forma como se apegou ao País, à cidade e ao clube, são noutros factores importantes para a preponderância no grupo.
Com Pizzi não tem como se inventar.
O homem até pode desenrascar no centro do terreno, mas é de facto na ala direita que Pizzi é Pizzi.
Tecnicamente excelente, Pizzi faz das diagonais, da flexão para o jogo interior, a criação
de desequilíbrios, e provocar rupturas para as entradas dos companheiros mais adiantados.
Foi o rei das assistência, foi o quarto jogador mais concretizador da equipa logo atrás de Seferovic, João Félix e Rafa.
Esta 2a volta com Lage vi o melhor de Pizzi, a jogar, a assistir a marcar, fez uma 2a volta de grande classe, mostrando que é ali na ala que tem que jogar.
Ao Rafa faltava-lhe sempre o tal bocadinho assim.
Jogador veloz, invariavelmente fazia grandes correrias para depois na hora H, definir mal o último passe, ou esbanjar oportunidades de baliza aberta.
Este era o Rafa que conhecíamos antes da era Lage.
Com Lage, Rafa aprendeu a jogar quando a equipa não tem bola, ajudando e de que maneira a Grimaldo ter melhorado imenso na sua missão defensiva.
Fruto quiçá de elevadas doses de moral, o que é certo é que com este treinador Rafa começou a definir muito melhor os lances e de repente a ser um excelente finalizado, tendo marcado em jogos importantíssimos. Fez 16 golos no campeonato, que para um ala é excelente.
Foi a melhor época de Rafa e finalmente começou a justificar o elevado investimento que nele foi feito.
A facilidade e apetência que este miúdo sempre revelou na formação pelo golo, vaticina a que dificilmente não vingar ia na equipa principal do Benfica.
Para um miúdo que tem como objectivo chegar ao nível dos melhores, colocá-lo a jogar fora da sua zona de conforto, é o pior que se pode fazer.
Mas com Rui Vitória foi assim, a obcessao pelo seu sistema táctico, empurrava o miúdo para a ala, com evidentes prejuízos para Félix e para o Benfica.
Lage mudou mais este paradigma, colocou_o a jogar entre os médios e Seferovic, dando-lhe liberdade para bastas vezes sair do seu raio de acção e começar as transições através dele, João Félix foi um dos grandes obreiros pela reconquista, jogando, fazendo jogar e a marcar muito como sempre fez mas agora ao nível de uma grande exigência,.
É craque, não treme, para ele não existem etapas, estar na 2a Liga ou na Champions o rendimento, a sua forma de jogar é a mesma. Fez 18 golos no campeonato, 17 deles com Lage, e para este miúdo nem o céu é o limite.
Só terá a ganhar em ficar pelo menos por mais uma época, fazer o melhor que sabe e depois sim chegar à ribalta do futebol mundial que é o patamar a que está predestinado.
Uma das posições que o Benfica mais investiu foi no lugar de ponta de lança.
Tendo finalizado a edição 2016/2017, com Seferovic que muito prometera no início dessa época vindo depois paulatinamente a eclipsar-se, tendo acabado essa mesma época completamente desacreditado, sendo colocado na lista de dispensas.
Depois havia Jonas, que com o evoluir da idade começou a ser sistematicamente apoquenta do por lesões uma delas crónica ao nível da coluna, fazendo com que o jogador passe largos períodos da temporada indisponível.
Foi dentro deste contexto que foi feito um investimento em Castillo e Ferreira, o segundo com créditos firmados no Shaktar Donetz onde realizou temporadas excelentes.
Por inadaptação, por o sistema implantado não estar adaptado às características destes jogadores, certo é que nenhum deles se conseguiu impôr, não restando outra solução que os despachar no mercado de Janeiro.
Entretanto de dispensado, Seferovic acaba por integrar o plantel e se até Dezembro não tinha convencido, com a introdução do 4-4-2 "Lage ano", o suíço desatou a fazer golos, a jogar como um ponta de lança deve fazer, e acaba como melhor marcador do campeonato com 23 golo.
Com passagens pela Suíça, Alemanha e Itália, nunca o suíço marcou tanto como nesta temporada revelando-se um avançado possante, com engodo pelo golo marcando em
quase todos os jogos da Liga.
Foi fundamental e nos dias de hoje tem uma credibilidade grande ao nível das suas aptidões, convencendo até os mais cépticos.
Afinal tínhamos ponta de lança, só que Rui Vitória não sabia, como não sabia muitas coisas.
Finalmente o homem da luz.
Luís Filipe Vieira, como bastas vezes tenho referido foi muito importante na recuperação do clube a todos os níveis, inclusive o da credibilidade.
Fez um excelente trabalho em prol da recuperação do clube que nunca os benfiquistas de em esquecer.
Foi a grande fatia da solução para o Benfica.
Contudo nos últimos anos tem cometido demasiados erros, sobretudo porque é alguém que já acumulou um grande capital de experiência com os anos que leva ao leme do clube.
De tudo tem acontecido, mas o mais relevante foi o de não ter sido capaz de se rodear de pessoas do Benfica, sempre foi fora do clube buscar gente que pouco ou nada tem de Benfica.
Depois acontecem situações humilhantes como o caso dos e-mails das toupeiras que em nada dignificam o clube, levando-o a ser falado de forma prejurativa na praça pública, colocando-nos ao nível daqueles que tanto criticamos e que se encontram no rival do norte.
Em matéria de entradas e saídas de jogadores, tem claudicado de forma clamorosa, nos últimos anos o Benfica tem feito encaixes muito relevantes e que não têm sido acompanhados como devia, com a redução do passivo.
Os empréstimos obrigacionistas têm sido a fórmula encontrada, vence um, paga-se, contrai-se outro, é assim se vai empurrando o problema com a barriga.
Gastos desmesurados em jogadores que nunca chegam a vestir a camisola do Benfica, tornando o clube num autêntico entreposto, mas que visam encher hipoteticamente os bolsos a alguém.
Depois muitas contratações falhadas, que não se revelam mais valias como foram os casos de Castillo e Ferreira, mas mais tem havido ao longo dos anos.
No seu discurso de vitória de ontem veio chamar a si os louros de ter tomado decisões em que foi preciso ter uns tomates muito grandes.
Quais decisões?
A de tentar a todo o custo contratar Jorge Jesus em Janeiro e só depois de perceber que não era fácil é que alguém lhe conseguiu meter na cabeça a ideia Bruno Lage?
Ter tido tomates para despedir Rui Vitória, quando todo o mundo menos ele já tinha percebido que Rui Vitória estava esgotado no clube há muito tempo?
Neste caso despediu-o depois durante uma noite viu uma Luz que lhe avisou que Rui Vitória deveria continuar para 2 semanas depois a Luz se ter fundido, não sem antes irmos a Portimão perder por 2-0 e afundarmis no 4o lugar a 7 pontos do primeiro.
Portanto tomates foi coisa que LFV até nem teve, mas como conseguimos a reconquista, mais uma vez os benfiquistas irão esquecer as asneiras que têm cometido e darem-lhe toda a credibilidade desta vida.
Não concordo com Luis Filipe Vieira, mas é com ele que tenho que viver, só espero que consiga na justiça reabilitar a imagem do clube que ele quer queira quer não foi o principal culpado nem que seja pelo facto de se rodear de gente que tem práticas idênticas às praticadas a norte, e que se apoie em quem sabe de bola e que consiga trazer jogadores para o clube que acrescentem, por forma a não fazermos as tristes figuras que temos feito à nível europeu e que com a formação se torna insuficiente para fazermos figura pir essa Europa fora.
Foi o campeonato que mais alegria me deu conquistar, talvez pirque nem eu nem a maioria dos benfiquistas acreditava que fosse possível, como tal vamos gozar o momento para em Agosto voltarmos a cerrar fileiras para o 38.
VIVA O BENFICA.
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