BENFICA 4 D. CHAVES 0

O Benfica voltou hoje a fazer uma enorme demonstração de futebol de ataque.
Perante um Chaves a defender a 3 metros da sua grande área , num duplo bloco 5-4, tentando tapar todos os caminhos para a sua área, foi preciso haver um Benfica a jogar com paciência  e muita persistência,  para derrubar esta muralha defensiva flaviense.
O Chaves resistiu  até  onde pode, o rolo compressor encarnado sufocava , não  deixava os jogadores do Chaves terem posse, e a grande dificuldade residiu até  ao 1o golo, com a bola vinda da direita para a esquerda, Félix  com um dominio fantástico  da bola cruza junto à  linha final , a defesa do Chaves desiquilibra-se, o central chuta a bola contra outro companheiro e dessa carambola vem o ressalto que Rafa aproveitou.
Estava feito o mais dificil, mas o Benfica continuou na mesma toada, sempre à  procura  da área  adversária , foram perdidas algumas boas oportunidades de golo, umas pela boa exibição  do guarda redes do Chaves, mas o 2o golo viria mesmo  a aparecer,  numa bola metida para as costas da defesa do Chaves , Félix  a isolar-se remata forte com o pé  direito para boa defesa do guarda redes, e na recarga com o pé  esquerdo fuzilou a baliza , fazendo  o 2o golo.
Era o golo da tranquilidade, mas o Benfica estava imparável , e Seferovic insaciável  e naturalmente em mais uma excelente jogada colectiva, o suíço  faz o 3o golo , marcando o seu oitavo em 8 jornadas do campeonato, isolando-se na lista dos melhores marcadores.
Na 2a parte e com um resultado confortável,  o Benfica  fez uma segunda parte de gestão,  com a equipa sempre a trocar  bem a bola, e mesmo não  acelerando muito , criou oportunidades para dilatar ainda mais o resultado, no entanto no fechar do pano ainda veio o 4o golo  pelo eterno Jonas.
Com uma defesa de recurso , Samaris ao lado de Ruben Dias, Corchia na lateral  direita, a grande verdade,  é  que todo o sector defensivo esteve certinho, não  dando espaço,  com Samaris a jogar como se tivesse rotinas correntes naquela posição .
Na linha média , Florentino Luis à  frente dos centrais, a jogar com uma sobriedade incrivel, Gabriel o melhor em campo, defende, participa na fase de construção , está  um senhor jogador ,  muito diferente do Gabriel da era Vitória .
Pixzi miito bem na direita e Rafa excelente na esquerda a vir para terrenos interiores em diagonais espetaculares.
Na frente a dupla Félix / Seferovic está  cada vez mais funcional  e letal.
A equipa do Benfica está  de facto com muita moral, e vai para o jogo do título com muita confiança.
Uma referência  à  arbitragem e como foi pissivelmesmo recorrendo ao video, Manuel Mota não  ter assinalado um penalti evifente sobre Pizzi.
No sábado  pide jogar Marega , Brahimi, Tiquinho Soares, Danilo, que nafa assusta de facto, assusta muito mais o que irá  ser a arbitragem no seu conjunto com o VAR incluido.
A foto

BENFICA 0 GALATASARAY 0

A primeira ilação  que podemos  tirar desta eliminatória é  concluirmos que Bruno Lage geriu esta eliminatória  de uma forma excelente, colocando muitos miúdos  nos dois jogos, fazendo descansar alguns habituais titulares, arriscando e muito, porque  tantas foram as alterações  que de facto Lage correu muitos riscos, mas melhor do que ninguém  ele sabe o quanto arriscou, e o que é  facto é  que chegou para passar esta eliminatória , sem ter necessidade  de ter colocado nos dois  jogos o seu melhor onze.
Por  outro lado o Galatasaray, com Fatih Terym, talvez o melhor e mais experiente treinador turco, esperava-se que uma vez em desvantagem na eliminatória,  jogasse de olhos postos na baliza do Benfica, mas na verdade Terym não  arriscou, foi um treinador conservador, não  foi à  procura do resultado, e não  passou a eliminatória , parecendo que ficou satisfeito por simplesmente não  ter perdido no Estádio  da Luz.
O Benfica propositadamente  deu a iniciativa de jogo aos turcos que nunca tiveram arte nem engenho para transformar  esse dominio,  e materializa-lo em oportunidades  de golo.
Por  seu lado o Benfica jogando nos variadíssimos  erros que o adversário  cometeu, esbanjou algumas boas oportunidades de golo , umas vezes por azar, outras por inépcia , foi a unica equipa que quis ganhar o jogo, falhou no entanto no capitulo da finalização.
Muito bem em termos defensivos, o Benfica tem uma unica falha no aspecto defensivo, quando Vlachodimos coloca  a bola nos pés  de Gedson e à  saída  da sua  área  perde infantilmente para um adversário,  valeu o fora de jogo do avançado  turco .
Na parte final do jogo existe um lance em que a bola entra mesmo na baliza  do Benfica,  num lance anulado e mal pelo arbitro , assinalando um fora de jogo inexistente.
A meio da segunda parte existe também  um penalti evidente, um empurrão  a Seferovic em plena área  e que também  não  foi  assinalado.
Acabou por  ser uma eliminatória  mais fácil  do que era expectável,  onde no conjunto das duas mãos deu para fazer uma excelente rotação  da equipa, com jogadores  como Ferro e Florentino a transformarem-se em mais duas boas soluções  para a equipa.



D. AVES 0 BENFICA 3

O Benfica tinha hoje a tarefa de recuperar a desvantagem de 1 ponto para o seu mais direto rival, e alargar para o 3o classificado, o Sp. Braga, a vantagem para 4 pontos.
Adivinhava-se um jogo dificil, o Aves tem vindo a recuperar terreno desde a saída  de José  Mota, tem feito boas exibições , mas o Benfica entrou com a postura que nos tem vindo a habituar desde que Bruno Lage pegou no leme da equipa, com pressão  alta, uma rápida  reacção  à  perda de bola, e a marcar aos 3' de novo por Seferovic, o que eleva sempre a moral e acalma a equipa.
Por outro lado este suíço  está  cada vez mais um ponta de lança  mais letal e a jogar bastante bem até  a assistir.
Depois do golo, houve uma reacção  muito interessante por parte do Aves,  e entre os 15 e os 30 minutos, tomou conta do meio campo, roubou a bola ao Benfica, começou  a acercar-se com perigo à  área  , contudo  não  conseguiu criar oportunidades de golo dignas de registo, mas teve o mérito  de colocar o Benfica em sentido, enervando de alguma forma a equipa.
À  passagem da meia hora veio o golo de Rafa, que teve o condão  de acalmar a equipa, pois a partir daí  o Benfica voltou ao dominio do jogo, e voltou a sentir-se confortável,  jogando de forma a levar a preciosa vantagem para o intervalo.
Na 2a parte o Benfica volta a entrar bem  e na sequência  de uma bola parada, o central Ferro marca de novo, fazendo dois golos em dois jogos a titular, matando o jogo.
Ferro, é  um miudo com potencial,  falta-lhe ainda alguma manha, algum calo, e num lance típico  de um ponta de lança  experiente como é  Derley, este ganha-lhe as costas, isola-se , e Ferro agarra-o ainda à  entrada da área,  mas a expulsão  é  evidente.
Reduzido a 10, Samaris derivou para central, Pizzi colou em Gabriel, e a equipa do Benfica partiu um pouco, e nem a entrada de Gedson reequilibrou porque nesta altura Gabriel já  tinha dado tudo em termos físicos,  e neste momento parece-me um jogador que claramente está  a necessitar de rotação,  de facto não  estava  previsto jogar tanto tempo em Istambul, mas a milésima  lesão  de Salvio assim o obrigou.
Foi cumprido mais um objectivo, o Benfica voltou a criar a pressão  em cima do rival que não  parece estar muito confortável  com esta situação, e parece-me qur daqui a 15 dias o jogo vai dizer-nos muito daquilo que irá  ser o resto da época,  não  decidirá,  mas poderá  ajudar a clarificar.
Um aparte, Ruben Dias continua demasiado voluntarioso e agressivo em alturas em que deve ser mais comedido, é  inadmissivel a entrada que fez na parte final do jogo  sabendo que o companheiro do eixo já  tinha levado vermelho, ele próprio  já  estava amarelado, e podia ter saído  expulso desse lance, mas desta vez contou com a benevolência  de Nuno Miguel,  que o poupou à 2a cartolina amarela e a respetuva expulsão.
Tem que ter mais calma.

     

GALATASARAY 1 BENFICA 2

Hoje não  vou fazer a minha habitual cronica,  uma vez que só  vi parte da 2a parte ou a espaços.
Hoje vou falar de um jovem treinador que há  um mês  e meio atrás  era treinador da equipa B e que jamais lhe terá  passado pela cabeça ser o treinador do plantel profissional do SLB. Mas é.
E para ser tem mesmo que se ser, não  basta parecer.
Tudo isso Bruno Lage, tem feito no seu pequeno mas já  valioso percurso como treinador da equipa principal.
Um treinador que não  teve medo de entrar em rutura com o até  então  presente, desenhou um novo sistema para a equipa, enquadrou-a da melhor forma, impôs  as suas ideias e conceitos  de uma forma simples, e colocou jogadores a jogarem futebol e a colocarem intensidade no seu trabalho dentro do campo.
Subiu a equipa,  promoveu proscritos de Rui Vitória  como Samaris e Gabriel, apostou em definitivo em Félix  e ganhou mais duas grandes realidades  , Ferro e Florentino.
A diferença  entre o ter medo e ser destemido está  aqui.
Hoje há  muito maior oferta de plantel porque Lage ao contrário  de Vitória  não  tem medo de fazer rotação,  aposta,  dá  moral a quem entra, e no fim tem mais soluções  que o seu antecessor, porque havia medo de apostar, por isso pouco ou nada rodava , por isso tinha a equipa cansada, com lesões  atrás  de lesões, e um plantel restante completamente desmotivado, onde já  nem a mensagem passava.
O problema por vezes encontra-se na teimosia de quem dirige o Benfica, que se sente o dono da verdade, e guia-se através  de luzes que em algins casos, sobretudo na gestão  destas cousas da bola ou são  foscas ou rapidamente se fundem, mas no entretanto perde-se tempo e quiçá  titulos.
LFV tem que colocar os dossiers do futebol aos poucos homens da bola que ainda tem em seu redor.
Espero que Lage ainda vá  a tempo de  discutir o que falta da época , mas pelo menos veio a tempo de nos premiar com bom futebol que há  tantos meses estava afastado do nosso clube.
A sua audácia  tem vindo paulatinamente a dar novos jogadores para a equipa e a formar um grupo coeso em prol de objectivos comuns. A conquista de titulo
Hoje e pela primeira vez na história   ganhamos em solo turco, com seis jogadores provenuentes da equipa B.
Viva o Benfica.



       

BENFICA 10 NACIONAL 0

Foi um recital de futebol de ataque desde o 1o ao 90o minuto.
Uma procura incessante da bola, em posse uma determinação  incrivel em jogar rápido  ao 1o toque, com dinâmica , com a bola a descair ora por uma ala ora por outra,  mudanças  repentinas de flanco, um ponta de lança  furacão   e um adversário  completamente de cabeça  perdida  e aqui estão os condimentos para a razão  desta goleada de 10-0, a maior que vi o Benfica fazer desde que sou vivo.
De facto  não  há  muito a dizer, mas o golo aos 40'' ajudou imenso , porque hoje o Benfica tinha por missão  tentar ganhar o jogo  aproveitar o deslize do adversário  direto e encurtar distâncias,  e por vezes esse objectivo causa por si próprio  pressão  colectiva, e o 1o golo tão  madrugador permitiu à  equipa galvanizar-se, depois antes do quarto de hora de jogo veio o segundo e depois começou  de facto o recital de futebol atacante.
O resultado de 3-0 ao intervalo já  era um mau menor para o Nacional.
Hoje o Benfica apresentou de novo um meio campo de grande dinamismo, Gabriel permite que Samaris não  seja meramente um médio  defensivo, os dois complementam-se e revezam-se na tarefa de levar o Benfica para a frente, não  ficam tão  estáticos como Fejsa, embora este defenda melhor, contudo a sua presença  em campo, não  permite que o Benfica consiga chegar-se tão  à  frente, e pressionar a zona de construção  do adversário  logo ao seu inicio.
Os jogadores do Nacional nunca se adaptaram a esta pressão  tão  alta, e perderam a bola invariavelmente.
O intervalo não  foi bom conselheiro, o Nacional entrou da mesma forma, e o Benfica também,  nunca perdeu o foco pela baliza, como muitas vezes acontece quando já  tem um resultado confortante, e de facto o Nacional tem que se vitimizar pelos erros cometidos e também  porque apanhou um Benfica que até  ao ultimo segundo de jogo andou sempre à  procura de mais golos.
É  um resultado sem paralelo que premeia o trabalho que está  a ser realizado por Bruno Lage, que regenorou todos os processos da equipa, não  se limitou a mudar o sistema,  construiu o seu sistema , com um meio campo mais musculado, recuperando Samaris, dando mais liberdade e raio de acção  a Gabriel, deu injecções  de confiança  ao miudo Félix, tornando-o um titular indiscutivel e por necessidade lançou  hoje Ferro que teve uma tarde muito descansada porque o adversário  foi inofensivo, mas jogou sem complexos e até  foi à  frente fazer um golo de cabeça  fulminando as redes adversárias.
O regresso de Jonas não  podia ser melhor, 17 minutos em campo 2 golos  e a dar a confiança  de que continua a ser o mesmo Jonas só  que agora a espaços  porque há  o João  Félix.
Florentino Luis, 27 minutos em campo e o jogador que mais bolas recuperou, só  este facto aliado à  forma descomplexada com que jogou, é  uma grande surpresa e um jogador que  pode ser o sucessor de Fejsa numa posição  que o Benfica não  tem tido alternativa.
O resultado foi volumoso,  mas só  contaram três  pontos, só  se ganhou um jogo  um jogo que era importante vencer para nos encostarmos ao adversário  direto, mas agora tem que haver continuidade,  a distância para o primeiro lugar é  somente de 1 ponto.
Na era Bruno Lage, o Benfica de  sete pontos está  apenas a 1, em 6 jornadas tem 6 vitórias  e a equipa conta com 26 golos marcados e 5 sofridos,  dois deles logo no seu jogo de estreia.
É  de facto um Benfica muito diferente daquele que se andou a arrastar no 1o terço  da época,  e todos aqueles que dizem que Rui Vitória  foi proscrito pelo plantel, pode ser verdade, mas o que não  é  menos verdade é  que os jogadores já  não  gostavam da sua ideia de jogo, e a sua insistência  nos mesmos, criou uma clivagem enorme entre o plantel e as suas ideias fixas, e Bruno Lage veio dar razão a este mesmo plantel.

           
     

ANDREAS SAMARIS

Sou desde há  dois anos uma voz discordante da forma como o Benfica vem sendo gerido.
Vários  são  os posts onde coloco o dedo na ferida, e o assunto relativo à politica de contratações tem sido um dos que mais me tenho batido.
Com efeito nos sucessivos mandatos de LFV , em parceria com o seu amigo estratégico  Jorge Mendes, temos assistido à  entrada "à  pazada" de inumeros jogadores que jogam pouco ou nada e outros ainda que não  vestem sequer o manto sagrado.
São  negociatas muito pouco claras,  onde o clube vai gastando rios de dinheiro, para depois os jogadores serem emprestados e nunca mais colocarem os pés  no clube.
É  algo que cheira a esturro, cheira a comissionistas que pouco se estão  importando para o saneamento financeiro do clube, porque devem colocar os seus bolsos em 1o lugar.
Seria fastidioso alavancar todo um regimento que nos ultimos anos tem sido contratado basicamente para os vermos debutar noutros emblemas.
E isto vem a propósito de um jogador, no caso Samaris, um profissional de mão  cheia, daqueles antes quebrar que torcer, que dá  tudo o que tem e que não  tem, está  em final de contrato, mas presumo, deve ser muito mal amado pela administração  do nosso clube,  como não  é  um jogador da Troika de Jorge Mendes, não  lhe querem renovar o contrato.
Para além  de ter sido proscrito pelo ex-treinador vai lá  saber-se porquê.
Com Lage joga, e bem , e dá  o litro, é  um jogador que faz várias  posições,  a 6, a 8, e até  a central, está  neste momento a ser precioso ao clube, e continua à  espera da renovação.
Jogador e familia  adaptados a Lisboa,  nela gostariam de permanecer,  já  descartou Newcastle, nota-se que prefere continuar no clube, Bruno Lage já fez saber que se trata de um jogador importante apesar dos seus 29 anos.
Sr. LFV, deixe-se de parcerias, algumas delas autênticos flops,  e renove contrato com quem é  bom profissional e sente o Benfica.
Para quem não  tem conhecimento Samaris é  um jogador com uma influência bastante positiva no seio do plantel, importante na criação  de laços , portanto tem tudo para renovar, e só por questões  extra desportivas que não  se vislumbram,  podem ser aceitáveis  para a não  renovação.
Se é  uma questão  económica  então olhe para dentro de casa, e veja com quem renovou nos ultimos tempo
s e que o rendimento tem sido fraquissimo, temos o exemplo de Sálvio,  para além  da questão  das lesões   tem estado a época  inteira fora de forma.
Bom senso Sr. LFV, que é  algo que lhe tem faltado nos ultimos tempos.



BENFICA 2 SPORTING 1

Tal como tinga previsto, o derby de hoje foi muito diferente do disputado no domingo.
Hoje o Sporting deu a iniciativa de jogo ao Benfica,  jogou 75 minutos atrás  da linha da bola,  e obviamente não  entrando na Luz como o Benfica entrou em Alvalade, com transições  rápidas, não  conseguiu impor o seu contra ataque.
Como tal  não  conseguiu criar oportunidades de golo, nem tão  pouco colocou em causa fosse
 o que fosse.
De referir que o jogo de hoje foi um mau jogo de futebol, foi o que se chama um jogo trapalhão,  muitas perdas de bola de parte a parte durante todo o tempo de jogo e de forma sucessiva , momentos houve em que de 5 em 5 segundos a bola andava a passar nos pés  dos jogadores das duas equipas.
Um árbitro  péssimo  que ajudou a que o jogo não  fosse melhor, apitando faltas e faltinhas, não  discernindo nem comprendendo que o futebol tem contacto , e que algum desse contacto não  é  faltoso, e outro é  de facto faltoso e não  é  sancionado e isso vai enervando jogadores,  corta o ritmo de jogo e quando o mesmo não  está  a ser bem jogado este tipo de arbitragens ajudam a empobrecer ainda mais o espectaculo.
Esta eliminatória  podia e devia de ter ficado resolvida na noite de hoje, esta equipa do Sporting é  muito frágil,  não  tem qualidade nenhuma,  e mais uma vez foi o unico jogador que nos dois derbys conseguiu sobressair da mediocridade geral, Bruno Fernandes, a marcar o golo que coloca o Sporting na disputa de uma eliminatória  que estava de facto perdida porque o 2-0 não  é  de facto a mesma coisa que 2-1.
O resultado foi muito lisonjeiro para o Sporting, mas pelos ultimos 15 minutos do Benfica que não  conseguiu ter cabeça  fria para trocar a bola com calma, procurando desenfreadamente o 3o golo que de facto podia ter acontecido uma ou duas vezes, lembrando-me da perdida clamorosa de Grimaldo que arrumaria a eliminatória.
Portanto  o golo do Sporting e pela sua ineficácia  atacante só  pidia surgir de bola parada, com um livre directo marcado superiormente pelo unico jogador do Sporting que tem de facto categoria acima da média.
Uma competição  que foi introduzida nas meias finais, jogos a duas mãos,  uma alteração  que proporciona mais um jogo a cada participante, com beneficios financeiros evidentes para quem participa, e também na parte meramente desportiva a competição  ficou mais rica, mas como não  há  bela sem senão , os dirigentes federativos teimam em colocar um mês  e neio entre a 1a e a 2a mão  e acaba pir não  ser tão  motivante nem tão  atrativo.
Um aspecto a rever já  para a próxima  época , o tempo que medeia entre um jogo e outro é  ridiculo.

                         



SPORTING 2 BENFICA 4

Um recital de futebol  foi o que o Benfica deu hoje em Alvalade, podendo ter construido um resultado histórico , em termos de goleada.
Não  foi só o desnivel do resultado, o maior desnivel deu-se no futebol jogado.
Com efeito o Benfica dominou claramente o seu adversário , fortes no meio campo, a pressionar alto, nunca deixando o Sporting construir em segurança  o seu jogo, obrigando o adversário  a cometer erros sucessivos , e não  deixando o adversario ser equipa, reduzindo-a a uma equipa de divisão  secundária.
Para sermos corretos, o Sporting nunca colocou em perigo a baliza do Benfica à  excepção  do lance à  beira do intervalo, em que o Sporting reduziu.
O Benfica começou  a defender e bem por Seferovic e João Félix,  estando sempre no encalço  do portador  da bola, depois Samaris e Gabriel fortissimos na pressão  e todo o sector defensivo muito compacto.
Os alas, muito Rafa na tarefa de defender, menos bem a atacar, mas muito importante na manobra da equipa.
João  Félix,  está  a ficar cada vez mais longínqua  a sua permanência  para a próxima  época,  é  claramente um jogador sem futuro no campeonato português  tamanha é  a sua categoria e a forma como está  a impor o seu futebol, e até  Seferovic consegue  ser um ponta de lança letal a jogar com o menino pelas suas costas.
Muito diferente este Benfica daquele que era orientado por Rui Vitória,  só mesmo a sua teimosia ou talvez falta de engenho o levava a manter aquele obsoleto 4-3-3, onde havia lugar para os Alfas Semedos, para o Gedson, e a bola a não  chegar sequer à  área  do adversário.
São  gritantes as diferenças  de leitura de jogo entre este Bruno Lage e Rui Vitória,  pergunto se a diferença  pontual para o 1o classificado seria tão  grande se o Sr. Presidente não  teimasse numa situação  que estava esgotada, onde nem a mensagem já passava, notando-se um desgaste imenso dos jogadores tanto com a forma como a equipa evoluia, como o próprio  discurso do treinador.
Aquela luz que lhe deu prejudicou e muito o clube.
O Benfica pode não  ter grandes possibilidades de conquistar o titulo, mas que vai fazer uma segunda parte de época com uma grande dignidade, disso não  tenho duvidas nenhumas, e se hoje o resultado do rival não  for a vitória , penso então  que o Benfica entra mesmo na discussão  do titulo  porque afinal consegue jogar com uma enorme qualidade, aliás  como já  o tinha feito nas meias finais da Taça da Liga, mas aí  outros valores  estranhos ao jogo decidiram pelas equipas.
A arbitragem esteve globalmente em bom plano, mas, não  entendo a expulsão  de Vlachodimos, quando deixou de haver a dupla penalização  ou seja se há  penalti não  há  expulsão,  excepto se a penali
dade advém  de uma agressão  ou entrada de tackle ou perigosa para a integridade fisica do adversário .
Nada disto se verificou, e mais uma vez o Benfica foi na minha opinião  penalizado por uma má  decisão  de arbitragem.