Mais uma jornada a vencer,onde mais uma vez verificou-se a máxima se fosse fácil não era para o Benfica.
Passadeiras estão destinadas para outros emblemas.
Como a 2a parte do Estoril, em Chaves, enfim começamos a perceber o que vai estando em causa. É uma podridão que dá vómitos .
Arbitros foram de tal maneira coagidos que hoje não há uma arbitragem que facilite alguma coisa, bem pelo contrário.
Não queremos ser beneficiados, prefere-se o nosso futebol e espirito de sacrificio para ultrapassarmos as dificuldades que vamos sentindo.
Fábio Verissimo não enganou ninguém.
Quanto ao jogo propriamente jogado dentro das 4 linhas que deve ser sempre o mais importante, o Benfica não teve uma entrada feliz no jogo, o adversário na 1a meia hora impôs uma grande agressividade, ganhando inúmeros duelos, porque a equipa do Benfica entrou no jogo demasiado expectante. Numa perda de bola em zona completamente proibida, Grimaldo deixa-se desarmar, esta é lançada para a ala direita, rápido cruzamento aparecendo Phellipe de primeira a desferir um remate forte é certo mas perfeitamente defensável, parecendo que Varela não está isento de culpas.
Ederson é Ederson. Hoje temos que nos resignar com o GR que há.
Até ao final da 1a parte o Benfica teve boas chances para empatar, umas vezes pela ansiedade, outras pelo sortilegio a bola não entrou , mas o Paços já esperava pelo assalto que iria surgir na 2a parte.
E tal aconteceu mesmo, o Benfica a entrar muito pressionante tendo vários lances onde a concretização foi o unico óbice às bolas não entrarem, mas aos 72' a bola entrou mesmo pelo inevitável Jonas que após excelente jogada na direita de Rafa, cruza rasteiro, aparecendo a encostar embora só à 2a tentativa, para o fundo das redes.
O assalto final estava em marcha com a saída de Grimaldo e a entrada de Seferovic, que logo na primeira vez que toca na bola executa um cruzamento a rasgar a defesa pacence aparecendo de novo ao seu estilo Jonas a encostar para o fundo das redes.
Estava concretizada a reviravolta e nos 7' de desconto que o árbitro deu e bem por várias vezes jogadores do Paços irem ao chão com a pratica do anti-jogo e com o Paços já em desespero e com a equipa partida, Rafa entra pela direita e num remate cruzado, faz o 3o golo e acaba com qualquer veleidade do adversário que caiu praticando um jogo com uma agressividade que não se vê com outros adversários. Sabe-se lá bem porquê.
A arbitragem de Fabio Verissimo não há erros tecnicos graves a registar mas no capítulo disciplinar não teve um critério uniforme, prejudicando claramente o Benfica.
Esta época será sempre esta tonica, já se percebeu que não há honestidade na arbitragem em Portugal.
Temos que contar somente connosco.
P. FERREIRA 1 BENFICA 3
BENFICA 4 BOAVISTA 0
O Benfica voltou a realizar hoje mais uma boa exibição, com toda a equipa a jogar em alta rotação, com constantes trocas de bola e muita velocidade nas alas.
O futebol benfiquista parece que finalmente estabilizou, a auto estima da equipa subiu, há moral para dar e vender, a harmonia e união no plantel parece uma realidade, nota-se que a cumplicidade voltou, o tal conceito de uma familia está de novo a notar-se.
Pensou-se que a penalidade falhada por Jonas poderia enervar a equipa, mas na verdade o Benfica sempre a jogar com muita paciência, e segurança, soube desmoronar a defesa axadrezada, com dois golos de cabeça marcados de novo pelos centrais, e estava dado o mote para o caminho de mais uma vitória , e para além disso uma vitória com brilhantismo.
No intervalo, Jorge Simão faz de uma assentada duas substituições e com elas trouxe uma certa melhoria boavisteira , entrando muito bem na 2a parte a tentar diminuir a desvantagem e voltar a entrar no jogo.
Mesmo com Varela a transmitir alguma insegurança ao eixo defensivo o que é certo é que o Benfica esteve muito bem no momento de defender. Os golos voltaram a aparecer com naturalidade, semore com jogadas brilhantes, de forma que o 4-0 final assenta que nem uma luva a uma equipa que parece finalmente enterrado os seus fantasmas e regressar em força para a conquista do penta.
A equipa esteve em todos os sectores muito bem pese embora , Varela tenha estado intranquilo sobretudo nas saidas dos postes.
A defesa muito bem, embora um deslize algo comprometedor de Jardel na 2a parte, poderia ter dado o golo ao Boavista, mas tirando esse lance os centrais estiveram em grande plano , para mais marcaram um golo cada um. Os laterais sempre em alta rotação, Fejsa sempre o pêndulo, Pizzi hoje com uma exibição mais condinzente com a sua real categoria , um grande Zivkovic, o melhor em campo na minha opinião, muito bem secundado por Rafa e Cervi, Jonas falhou o penalti, e notou-se que hoje não esteve bem , fruto de ter passado a semana em recuperação da lesão que contraiu em Portimão.
Mais uma vez esteve um árbitro no Estádio da Luz que foi uma aberração.
PORTIMONENSE 1 BENFICA 3
O jogo de ontem adivinhava-se bastante difícil para o Benfica, porque o Portimonense tem uma equipa bastante arrumadinha, com um dos grandes treinadores do futebol português que consegue colocar todas as suas equipas a jogar um bom futebol.
Os ultimos bons resultados que o Portimonense vinha acumulando, eram também um excelente tonico, para as muitas dificuldades que o Benfica podia e devia estar preparado.
Na verdade a sorte do jogo teve com o glorioso porque bem cedo conseguiu adiantar-se no marcador e com isso durante a primeira meia hora ter conseguido ser senhor do jogo, só não aumentando por mais de que uma vez o score, porque custou sempre a entrar o ultimo passe. Falhou o detalhe, o pormenor para o Benfica ir para o intervalo com uma vantagem mais confortável.
Mas no ultimo quarto de hora da 1a parte já se começou a notar que o Portimonense não estava conformado, estava ali para discutir o resultado, começando-se a acercar com mais perigo junto do ultimo reduto do Benfica.
No reatamento da 2a parte o Portimonense entrou tal como acabou a primeira, mais pressionante , mais atrevido e não foi de estranhar que na sequência de um canto, Tabata ter saltado mais alto que Jardel e André Almeida e de cabeça ter reposto a igualdade.
O Benfica sentiu o golo, por alguns minutos a equipa ficou algo atónita, com um nervoso miudinho caracteristico de quem levou um murro no estômago , no entanto quando a equipa não funciona no seu colectivo, sobressaem os seus valores individuais, e na sequência de um livre directo a uns bons 30 mts da baliza contrária, Cervi (numa forma esplêndida), arranca um tiraço indefensável que antes de ir para o fundo das redes bateu no poste e ressaltou para dentro da baliza. Um remate portentoso, que consagra Cervi como uma das individualidades em melhor forma fisica e tecnica com que o Benfica conta neste momento.
No cômputo geral a equipa soube sofrer, soube ser uma equipa operária, com o sector mais recuado sempre algo nervoso porque de facto Varela não transmite confiança à equipa, daí a defesa ter estado sempre algo intermitente. A linha média Fejsa foi sempre um pendulo equilibrador quer da manobra defensiva quer nas transições, Pizzi continua fora de forma e com isso muito se ressente a linha média do Benfica , e Zivkovic a confirmas as boas impressões que tinha deixado no jogo com o Rio Ave , fazendo crer que de facto é a boa solução para o lugar de Krovinovic. Esperava-se algo mais de Rafa que não confirmou a excelente entrada no jogo com o Rio Ave , Cervi o grande jogador da equipa e Jonas fez um jogo discreto, entretanto lesionou-se , saiu, e todos esperamos que a lesão não seja grave porque é o jogador que faz a diferença.
Há que continuar a acreditar embora todos vemos que existe muita intermitência em termos exibicionais, mas será que os adversários directos neste momento estão melhores?
BENFICA 5 RIO AVE 1
O jogo de hoje voltou a mostrar aquele Benfica que entrou no Restelo.
Apático, sem chama nem dinâmica aliado ao facto de entrar no jogo praticamente a perder, onde mais uma vez Varela não sai isento de culpas, foram os condimentos que fizeram desta 1a parte, um suplicio para os 53.800 espectadores que hoje foram à Luz. Pouco hà efectivamente de positivo a sublinhar na equipa do Benfica, porque a perder e sem a tal dinâmica, com futebol previsivel , ia esbarrando sempre no muro da equipa do Rio Ave , que conseguiu trocar a bola a seu belo prazer e explorar o fosso que existiu entre a linha defensiva e a linha média do Benfica. Foi uma má 1a parte do Benfica , mas há que sublinhar que foi uma excelente 1a parte do Rio Ave.
A pior equipa em campo foi a da arbitragem. Com efeito este arbitro já tem um histórico negro com o Benfica, nota-se que está ali para complicar a vida ao rival do seu clube que algumas vezes assiste num camarote do dragão na qualidade de adepto.
Não se previa que a 2a parte fosse fácil, mas a estrelinha apareceu aos 49' de jogo logo no inicio da 2a parte com a cabeçada de Jardel. A partir desse momento e empurrado pelos adeptos o Benfica partiu para uma 2a parte fabulosa cheia de velocidade e dinamismo, sendo a entrada de Rafa para o lugar de Salvio um dos pilares importantes.
Rafa fez um jogo como nunca tinha feito ao serviço do Benfica, as portas na defesa contrária iam -se escancarando e mesmo com o portista Manuel Oliveira a remar contra , o Benfica conseguiu chegar à goleada tão merecida quanto justa.
Em termos individuais Varela mais uma vez nao esteve bem no golo do Rio Ave, as saídas dos postes são uma pernanente dor de cabeça para este GR que não consegue de facto atibgir um patamar que é exigível a um GR do Benfica, Ruben Dias está feito um centralão, é bom que Fernando Santos comece a pensar beste jovem já para o Mundial, Jardel sempre sóbrio e os laterais André Almeida e Grimaldo só se viram na 2a parte. No meio campo e só falando da 2a parte Fejsa fez um bom jogo, Pizzi continua muito intermitente falhando alguns passes , não é o mesmo Pizzi de outras épocas, e Zivkovic com uma 2a parte estupenda conseguiu disfarçar a lacuna deixada por Krovinovic, Salvio não está bem fisicamente e agora talvez pare mesmo devido à lesão. Rafa como atrás referi fez os melhores 45' ao serviço do Benfica, Jonas hoje com um jogo menos conseguido, e Raul marcou o ponto.
Uma 2a parte de grande nivel, um jogo de contrastes ou como se vai do cabaret ao convento ou seja como se vai de uma 1a parte insípida e sem brilho para uma 2a parte cheia de garra e ganas de ganhar.
Quem ficou sempre pelo cabaret hard core foi esse sujeito do Porto que só descredibiliza a arbitragem e os árbitros.
Ainda não foi desta que nos tombaram.
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