BENFICA 10 NACIONAL 0

Foi um recital de futebol de ataque desde o 1o ao 90o minuto.
Uma procura incessante da bola, em posse uma determinação  incrivel em jogar rápido  ao 1o toque, com dinâmica , com a bola a descair ora por uma ala ora por outra,  mudanças  repentinas de flanco, um ponta de lança  furacão   e um adversário  completamente de cabeça  perdida  e aqui estão os condimentos para a razão  desta goleada de 10-0, a maior que vi o Benfica fazer desde que sou vivo.
De facto  não  há  muito a dizer, mas o golo aos 40'' ajudou imenso , porque hoje o Benfica tinha por missão  tentar ganhar o jogo  aproveitar o deslize do adversário  direto e encurtar distâncias,  e por vezes esse objectivo causa por si próprio  pressão  colectiva, e o 1o golo tão  madrugador permitiu à  equipa galvanizar-se, depois antes do quarto de hora de jogo veio o segundo e depois começou  de facto o recital de futebol atacante.
O resultado de 3-0 ao intervalo já  era um mau menor para o Nacional.
Hoje o Benfica apresentou de novo um meio campo de grande dinamismo, Gabriel permite que Samaris não  seja meramente um médio  defensivo, os dois complementam-se e revezam-se na tarefa de levar o Benfica para a frente, não  ficam tão  estáticos como Fejsa, embora este defenda melhor, contudo a sua presença  em campo, não  permite que o Benfica consiga chegar-se tão  à  frente, e pressionar a zona de construção  do adversário  logo ao seu inicio.
Os jogadores do Nacional nunca se adaptaram a esta pressão  tão  alta, e perderam a bola invariavelmente.
O intervalo não  foi bom conselheiro, o Nacional entrou da mesma forma, e o Benfica também,  nunca perdeu o foco pela baliza, como muitas vezes acontece quando já  tem um resultado confortante, e de facto o Nacional tem que se vitimizar pelos erros cometidos e também  porque apanhou um Benfica que até  ao ultimo segundo de jogo andou sempre à  procura de mais golos.
É  um resultado sem paralelo que premeia o trabalho que está  a ser realizado por Bruno Lage, que regenorou todos os processos da equipa, não  se limitou a mudar o sistema,  construiu o seu sistema , com um meio campo mais musculado, recuperando Samaris, dando mais liberdade e raio de acção  a Gabriel, deu injecções  de confiança  ao miudo Félix, tornando-o um titular indiscutivel e por necessidade lançou  hoje Ferro que teve uma tarde muito descansada porque o adversário  foi inofensivo, mas jogou sem complexos e até  foi à  frente fazer um golo de cabeça  fulminando as redes adversárias.
O regresso de Jonas não  podia ser melhor, 17 minutos em campo 2 golos  e a dar a confiança  de que continua a ser o mesmo Jonas só  que agora a espaços  porque há  o João  Félix.
Florentino Luis, 27 minutos em campo e o jogador que mais bolas recuperou, só  este facto aliado à  forma descomplexada com que jogou, é  uma grande surpresa e um jogador que  pode ser o sucessor de Fejsa numa posição  que o Benfica não  tem tido alternativa.
O resultado foi volumoso,  mas só  contaram três  pontos, só  se ganhou um jogo  um jogo que era importante vencer para nos encostarmos ao adversário  direto, mas agora tem que haver continuidade,  a distância para o primeiro lugar é  somente de 1 ponto.
Na era Bruno Lage, o Benfica de  sete pontos está  apenas a 1, em 6 jornadas tem 6 vitórias  e a equipa conta com 26 golos marcados e 5 sofridos,  dois deles logo no seu jogo de estreia.
É  de facto um Benfica muito diferente daquele que se andou a arrastar no 1o terço  da época,  e todos aqueles que dizem que Rui Vitória  foi proscrito pelo plantel, pode ser verdade, mas o que não  é  menos verdade é  que os jogadores já  não  gostavam da sua ideia de jogo, e a sua insistência  nos mesmos, criou uma clivagem enorme entre o plantel e as suas ideias fixas, e Bruno Lage veio dar razão a este mesmo plantel.

           
     

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