BENFICA 1 PAOK 1

Antes de mais  dizer que o Benfica fez uma boa 1a parte,  altura em que podia e devia de ter resolvido grande parte desta eliminatória.
Perante um adversário  que conseguiu em largos periodos do jogo jogar em pressão  alta, o Benfica teve algumas dificuldades na sua zona de construção  mas com paciência e segurança  conseguiu  criar excelentes oportunidades para construir  um resultado que garantisse uma 2a mão sem tanta pressão  como aquela que certamente irá  enfrentar em Salónica.
Pizzi por 3 vezes teve o golo nos pés  uma por mero azar  e duas por ser ineficaz na zona da verdade.
Falar do ponta de lança  Ferreyra, é  estar constantemente a bater na mesma tecla, este jogador não  tem caracteristicas para jogar entre os centrais, dá-se demasiado à  marcação,  não  tem mobilidade, não  sabe jogar de costas para a baliza e necessita de apoio que jogue nas suas costas. Enquanto isto não  acontecer   é menos um jogador na equipa, para além  de que ainda está  em fase de adaptação  e está  perdolário, com uma falta de confiança  inacreditável. 
O jogador vale mais que isto, não  estou seguro é  que este jogador  encaixe nesta forma de jogar da equipa.
Na jogada do golo anulado a Gedson,  Ferreyra não  teve a percepção  de perceber que estava em posição  irregular, e ao tocar na bola, anulou completamente a jogada ao seu colega Gedson que estava em jogo.
O resultado de 1-0 que só  foi possível no tempo de compensação da 1a parte era portanto muito curto face ao que o Benfica produziu, no entanto este golo ao cair do pano foi mais que justo por aquilo que o Benfica tinha produzido.
O inicio da 2a parte teve o Benfica de novo na mesma toada, à  procura do 2o golo, tendo o problemático  Ferreyra falhado um golo daqueles que os bons pontas de lança  nunca falham, mas a partir dos 60' notou-se uma grande quebra fisica do meio campo do Benfica, o PAOK, começou  a abeirar-se mais da área  encarnada, ameaçou  uma e duas vezes, perante a passividade de Rui Vitória,  e o golo dos gregos não  tardou, nem foi surpreendente, surpreendente isso sim é  a passividade de Rui Vitória  que hesita, troca impressões  com os adjuntos, coça  a cabeça  e depois de sofrer um golo é  que decide refrescar a equipa.
O Benfica sentiu o golo, nunca mais conseguiu controlar o adversário,  jogou com mais coração  do que cabeça,  e assim complicou e muito uma eliminatoria que poderia estar bem encaminhada.

Este adversário  é  mais fraco que o Fenerbahce, joga muito na base da garra, , tem em Pelkas o seu jogador mais perigoso, e está  à  frente da eliminatória  cabendo ao Benfica ir à  pricura do prejuízo.
O Benfica tem mais do que capacidade para eliminar esta equipa grega, é  melhor  equipa, tem melhores jogadores, mas no futebol ganha quem é  mais eficaz, e eficácia  é  algo que é  um problema neste momento para o Benfica,  se Castillo e Jonas continuarem de fora vai ser o cabo dos trabalhos e Salvio ontem fez também  muita falta.
A arbitragem esteve bem.

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