Balneário por Paulo Baptista

Um Tetracampeão não  se constrói  somente de craques. Uma equipa pode ter excelentes jogadores mas se não  tiver um balneário  forte e coeso, nem Cristianos nem Messis conseguem com a sua virtuosidade ganhar titulos.
Vem este tema a propósito de ao longo destes anos que consolidaram o Tetra, um dos grandes segredos ter sido a coesão  e espirito de existentes  no seio do grupo de trabalho. Notava-se ali uma envolvência  diferenciada, jogadores houve que se transferiram para clubes com mais poder financeiro, mas o momento de deixar o clube ser sempre muito doloroso.
Algo mudou e muito dentro do balneário  do Benfica,  e isso nota-se dentro das 4 linhas onde a solidariedade , a entreajuda, são as permissas negativas mais evidentes e ressaltam mais à  vista desarmada. Esse espírito esfumou-se.
João  Gabriel deixou o Benfica , hoje sabe-se que amargurado com algo e a comunicação  do nosso clube nunca mais foi a mesma,  é  tiros nos pés  uns atrás  dos outros.
Todos sabemos que quem ganha títulos são  os jogadores dentro das 4 linhas, mas sem uma retaguarda forte e estruturante, torna-se mais dificil e o departamento de comunicação  está  completamente à  deriva no nosso clube e isso tem importância.
De há  10 anos a esta parte Lourenço  Coelho foi o Director-Geral do futebol do Benfica, pessoa discreta  sem grandes protagonismos, mas com uma personalidade e carisma que denotavam respeito  e disciplina.
Hoje temos alguém  que veio das modalidades amadoras , o Tiago Pinto, que sem pôr em causa a sua competência, é  no entanto algo jovem e quiça imaturo para este cargo. O momento de pontapear a bola impedindo o reatamento do jogo foi indisciplina e isso passa para o grupo. Os exemplos e posturas correctas têm  de vir do cimo da hierarquia.
Rui Costa cada vez mais na sombra e penumbra, a preparação  da época  está  à  vista de todos, logo não  admira que  a meio  da época  apareçam  casos de indisciplina dentro do seio do grupo.
Começou  com o "flop" Gabriel Barbosa que foi um caso de sucesso de adaptação  às  discotecas lisboetas, ainda assim teve direito a minutos de jogo contra o Basileia, no entanto o caso mais gritante aconteceu no Dragão  com Pizzi.
A forma de se lidar com este problema  disciplinar e a relativização  feita em redor dele deixa de facto os benfiquistas muito preocupados e a Rui Vitória  deveria deixá-lo deveras preocupado ao não  pedir sequer um retratamento publico por parte de Pizzi, é  certo e sabido que está a escancarar as portas para mais elementos o mandarem para o alto do mastro do navio.
Mas Rui Vitória já  nos habituou a relativizar tudo , desde derrotas estrondosas perante colossos como o Basileia , relativizar as 6 derrotas nos 6 jogos das Champions. Agora não  pode é  relativizar questões  de balneario sob pena de perder mão  nele, se é  que já  não  perdeu.

Sem comentários:

Enviar um comentário