SP. BRAGA 0 BENFICA 4

Hoje a grande curiosidade era verificar que sequelas o Benfica poderia trazer para Braga resultantes do desaire de domingo passado frente ao seu maior rival.
Para todos aqueles que pensaram que  a equipa encarnada ia entrar na pedreira com tremideira, ficaram completamente enganados.
Com duas alterações no onze  habitual com o desejado regresso de André Almeida e a inclusão  do marroquino Taarabt , um jogador ressuscitado pelo génio  de Lage, em detrimento de Samaris que vinha revelando uma fase menos boa desde o inicio de época , esta alteração  veio dar mais musculo e poder de choque ao meio campo do Benfica.
Taarabt foi simplesmente o melhor homem em campo, no aspecto defensivo foi  de uma disponibilidade impressionante, e na fase da transição  foi preponderante a pautar a construção  de jogo.
Este musculo extra no miolo do Benfica deu cabo do Sp. Braga que desde praticamente do inicio de jogo revelou fragilidades  fisicas evidentes, fruto da longinqua deslocação  a meio da semana à  Russia, como tal o Benfica entrou no jogo forte a mandar, com Taarabt muito bem secundado pelos dois  alas Rafa e Pizzi que estão  numa forma soberba , Florentino cada vez mais um cavaleiro  silencioso,  formaram uma linha média  fortissima.
O primeiro golo nasce do tal cavaleiro silencioso que em plena área  bracarense antecipa-se a Hassan e cava um penalti que Pizzi  com  mestria converteu,  da mesma forma como o tem feito  nos ultimos lances de 11 mts que tem facturado, mas convém  ir variando porque  num próximo  penalti o GR poderá acertar no lado depois  da paradinha.
O Braga tem uma excelente oportunidade num cruzamento a rasgar a defesa  do Benfica que deixou Ricardo Horta na cara de Odysseias  que rematou bem de primeira, com a bola a bater no poste. Antes do intervalo Seferovic tem três  oportunidades  flagrantes de golo que desperdicou, está  a faltar  marcar um ou dois golos para embalar assim como RDT que está  a demonstrar muita ansiedade para marcar.
Vendo a sua equipa a claudicar em termos físicos , Sá  Pinto entra para a 2a parte com duas substituições  de uma acentada, saiu Galeno que passou completamente ao lado do jogo, e Hassan, completamente inoperante em termos ofensivos, e ainda conseguiu fazer um  penalti na sua área .
Para os lugares destes jogadores entraram Murillo e Rui Fonte, mas a 2a parte inicia-se com o Benfica a pressionar forte e numa jogada de grande envolvência  de toda a equipa, a bola vai à  direita ao regressado André  Almeida  que é  de facto a peça  certa no lado diteito da defesa, cruza,  aparecendo Pizzi no coração da área  a rematar forte para o fundo da baliza . Ainda mal refeitos deste golo, nova jogada do ataque encarnado, Seferovic entra pela esquerda, cruza, e Bruno Viana mete o pé  para evitar  que a bola chegue a RDT e acaba por  introduzir a bola na sua própria  baliza.
Aos 55 minutos o Braga hipotecava qualquer possibilidade  de discutir o resultado, a equipa moralmente caiu e não  mais se conseguiu erguer para o jogo.
A partir  deste momento, o Benfica controlou os acontecimentos com sucessivas  trocas de bola, não  deixando nunca o Braga voltar ao jogo.
O 4o golo é  fruto do Braga estar com a equipa mais estendida, e numa transição  pela direita já  com Jota em campo, faz o cruzamento  e desta vez foi Esgaio que foi infeliz  e introduziu também  ele a bola na sua baliza .
Vitória  incontestável  do Benfica que regressou à  sua habitual bitola, parece que o mau jogo de domingo passado foi ultrapassado, agora vem um periodo de paragem importante  para a recuperação  sobretudo do médio  Gabriel que é  mais uma boa solução  para a linha média.
Nuno Almeida fez uma excelente arbitragem, só  uma duvida na área  do Braga em que parece nitidamente que Lucas corta com a mão  um lance que deixaria Seferovic na cara do GR do  Braga.



BENFICA 0 FC PORTO 2

Só  hoje 18 horas após  o clássico  consegui destilar toda a raiva que senti durante e pós  clássico .
Há  muito tempo que não  assistia a um jogo tão  desiquilibrado em termos de argumentos de jogo.
Sejamos  claros , do 1o ao ultimo minuto de jogo só  houve uma equipa que jogou com intensidade, só houve uma equipa com clarividência , e só  houve uma equipa que jogou para resolver  o jogo. Foi o rival.
Como tal, para mim o que aconteceu ontem na Luz  não  foi uma mera derrota, foi uma derrota com um completo  dominio do adversário,  quer em termos  tacticos, em termos fisicos e na intensidade com que os seus atletas jogaram, contra um Benfica passivo, impotente para construir cá  atrás,   onde todo o processo começa , um Benfica sem ideias, amarrado aos seus próprios  equívocos.
Em todas as cronicas que escrevi nunca embandeirei em arco, o que muitos viam uma equipa demolidora,  eu já  percebia determinadas fragilidades a começar  no lado direito  da sua defesa onde o miudo Nuno  Tavares  que até  marcou um golo soberbo contra o Paços que  deixou em êxtase  aqueles milhares  de  benfiquistas,  que vêem  a árvore  e esquecem-se de olhar  para a floresta.
Ora não  é  em jogos como com o Paços  de Ferreira que os Nunos Tavares desta  vida revelam e expõem as suas fragilidades , é  com adversários  deste calibre, é  na Champions que  estes jogadores claudicam porque ainda falta muita estaleca para em alta competição  estarem num nível  que se exige numa equipa do Benfica.
Mal a defender, péssimo  a atacar  a sentir em demasia um jogo de responsabilidade máxima , Nuno Tavares não  foi nem de longe nem de perto o responsavel pela derrota l, mas foi tão  somente  um exemplo de que nem tudo o Seixal é  capaz de resolver.
O André  Almeida  estava no banco, e se Lage descer demasiado as calças  aos caprichos do seu Presidente que acha que o Seixal vai  fazer do Benfica o futuro vencedor da Champions, então  o seu destino será  igual ao de Rui  Vitória .
O Benfica precisa de um grande treinador e Lage já  o demonstrou ser, mas também  precisa de um técnico  que se imponha perante os habituais disparates que a estrutura de LFV comete todos os anos.
Se assim não  for continuaremos  a ter um Benfica fortissimo com  os fracos,  e muito  fraco com os fortes como ontem sucedeu.
Não  é  de ontem que quem tem um minimo de visão  do jogo percebe que entre linhas já  não  existe aquele jogador  vagabundo que pegava na bola entre a linha média  e o ponta de lança  e criava desiquilibrios para os outros e para ele próprio  marcar.
Para além  de já  não  existir , também  a famosa estrutura não se preocupou em procurar um jogador que  se aproximasse daquelas caracteristicas para fazer o lugar.
Raul de Tomás  um ponta de lança  puro está  sendo o jogador  que vai assegurando  essa posição , e se contra os Paços  até  vai disfarçando  , em jogos a doer mostra que de facto não  é  jogador para aquelas  rotinas e naturalmente desaparece  do jogo , como ontem aconteceu em que bastas vezes andou perdido e completamente fora da manobra  da equipa.
Com uma linha  média órfã  de um jogador que inicie a construção  na sua zona defensiva, mas que depois  tenha pulmão  para prosseguir essa manobra em zonas mais avançadas  do terreno como só  Gabriel consegue fazer neste plantel, o Benfica contra estas equipas ficará  sempre em desvantagem na zona nevrálgica do campo e facilmente é  dominado como ontem aconteceu.
Isto tudo para dizer que acho  o plantel do Benfica numeroso  e ainda por  cima desiquilibrado,  falta gente que consiga fazer a transição,  falta  um bom jogador  entre linhas,  Taarabt pode até  estar com muita  vontade mas continua um corpo  estranho na equipa, e mesmo com as substituições  não  registou  melhorias  significativas.
Pior que a derrota foi vermos a forma autoritária  como o Porto ganhou ontem, pode  ter sido um dia mau,  dou de barato aquilo que alguns iluminados da bola vão  buscar como desculpa, podem  dizer cobras e lagartos de Jorge Sousa, podem falar do anti-jogo do adversário , mas uma coisa é indubitavelmente verdadeira, o Porto  revelou uma grande superioridade neste jogo e se a derrota é  preocupante este factor é  duplamente preocupante.
Mais nada há  a dizer deste jogo, o adversário  dominou, criou várias  oportunidades de golo e o Benfica tem uma por Seferovic que isolado  chutou frouxo e para fora.
Pouco, muito pouco mesmo  .



Belenenses SAD 0 BENFICA 2

Num relvado em muito mau estado com a bola a não  rolar piso duro e tufos de relva a levantarem, à  meia hora de jogo já  parecia um batatal.
Este problema abrange as duas equipas mas a equipa que defende tem sempre vantagem, pois está  sempre de frente para a bola e destrói  com maior facilidade, ao invés,  construir perante tanto ressalto é  sempre mais dificil.
Mas independentemente deste pormenor,  a exibição  menos conseguida do Benfica durante toda a 1a parte deve-se ao facto de o Benfica ter jogado um futebol lento e mastigado, com pouca dinâmica  o que permitia à  equipa do Belenenses SAD nunca se desposicionar, à  excepção  de um ou dois lances, num deles com um falhanço  estrondoso de Seferovic porque um ressalto num tufo impediu o suíço  de facturar.
Hoje muito desinspirados, Seferovic e RDT,  um muito dado à  marcação  o outro naquela função  de vir pegar na bola em zonas mais atrasadas, teve algo confuso e trapalhão e claro a dinâmica  ofensiva da equipa ressentiu-se deste facto.
À  beira do intervalo, uma escorregadela de Ruben Dias, deixou  Kikas sozinho diante de Vlachodimos , com este a ser rápido  na saída da baliza e fechar o ângulo  ao avançado  azul.
Para a 2a parte o Benfica entrou com outra disposição , mais agressivo , a jogar com a tal pressão  logo à  saida da zona de construção  do adversário  e começou logo a criar ocasiões  e tanta foi a pressão  que a defensiva do Belenenses começou  a ceder espaços  e com um Rafa em grande dinâmica  chega finalmente ao golo, numa excelente combinação  da dupla suspeita do costume , Rafa, Pizzi  e de novo Rafa a atirar forte e colocado.  Estava aberto o marcador .
Minutos após  o golo entra em cena os protagonistas do costume, Fábio  Verissimo e o Var Xistra que não  viram um penalti clarissimo sobre Rafa e à  beira do fim uma grande jogada colectiva do Benfica que redundou num excelente golo, porém  e depois  de 5 minutos, imagine-se,  5 longos minutos , a tal dupla resolve anular o golo  que até  pelas novas linhas do VAR, Seferovic estava em jogo. 
Mais uma grande falta de respeito do CA que há  muito devia ter banido estes dois  incompetentes dos jogos do Benfica. Enganam-se sempre em prejuízo  do Benfica.
São  duas nódoas  que mancham a arbitragem portuguesa .
Quis  o destino castigar Verissimo & companhia, e já  no tempo de compensação  Pizzi  devolve ao Benfica aquilo que a dupla maravilha tirou.
O jogo valeu pela 2a parte, periodo em que o Benfica conseguiu uma exibição  bem positiva.
Na globalidade  o quarteto defensivo esteve bem, Nuno Tavares hoje muito mal nas tarefas ofensivas e uma falha clamorosa na 2a parte por  pouco  não deu o empate ao Belenenses.
No meio campo Florentino  a grande nível , Samaris muito  lento e complicativo e excelentes os alas Pizzi  e Rafa, este para mim o homem do jogo.
Na frente ainda persistem muitos grãos  na engrenagem no que concerne ao entendimento da dupla RDT e Seferovic, hoje estiveram ambos bastante desinspirados.
Fica a soma de 3 importantisdimos pontos  onde na época  passada perdemos de forma clara e justa.
Para a semana vem o derby Benfica-Porto, e caso o Benfica ganhe , já  começa  a ganhar uma excelente embalagem e vantagem sobre aquele que é  de facto o rival mais direto.


BENFICA 5 PAÇOS DE FERREIRA 0

O Benfica começa  a nova temporada como acabou a anterior-a golear.
Depois dos 5-0 aplicados ao Sporting na Supertaça , foi hoje o Paços  a vitima seguinte.
O Benfica entrou com uma alteração  em relação  à  Supertaca, saída  do lesionado Gabriel e entrada lógica  de Samaris no onze.
Uma 1a parte em que o  Benfica evidenciou um futebol algi mastigado,  com pouca dinâmica , e com um numero bastante elevado de passes errados, e estes pecados foram bem explorados pela equipa pacense que com duas linhas à  frente da sua baliza,  poucas ou nenhumas dificuldades teve em controlar as investidas encarnadas.
E teve que ser " à  bomba" a unica forma do Benfica chegar ao golo, com um portentoso pontapé de Nuno Tavares ( um sonho de exibição) que fez sobrevoar a bola pir cima da cabeça  do guarda redes da equipa da capital do móvel,  fazendo-a entrar no canto direito.
Foi um golo de belo efeito.
O golo acalmou  a equipa que continuou na senda atacante, e num cruzamento de Grimaldo um defesa pacence acaba por esticar o braço  e desviar a bola da cabeça  de RDT. Um penalti desnecessários  quanto evidebte e Pizzi  da marca dos 11 metros fez o 2o golo.
Na 2a parte a toada  do jogo não  se alterou até  ao momento em que mais uma infantilidade do jogador Bernardo, que tendo um amarelo,  não  teve o duscernimento de pensar que não  poderia  placar Nuno Tavares, deixando a sua equipa reduzida a 10.
E foi a partir desse periodo que o Benfica teve mais caminhos abertos para começar  a cavalgar para uma nova goleado, os golos  foram aparecebdo de forma natural,  com Nuno Tavares a fazer duas assistencias para golo, para o 3o de Pizzi e para o 5o de Carlis Vinicius que se estreou a marcar, sendo mais um jogador que se estreia e ganha motivação.
Grandes exibições  de Pizzi  e Nuno Tavares,  muito bem secundados por RDT, por Florentino que de jogo para jogo cimenta a sua posição.
A rever algumas situações  de passes de risco, um elevado numero de passes errados sobretido na 1a parte, mas estamos no inicio de época  , vom o desenrolar do campeonato as peças  iram afinar e este  Benfica de Bruno Lage é  de facto o mais forte candidato a revalidar o título  assim  a equipa continue unida,  com um grande balneário  e comunhão  entre todos.
Foi a 1a das 38 caminhadas, rumo ao 38.


BENFICA 5 SPORTING 0

Este primeiro troféu  da época  deu-nos um jogo bipolar, porque pelo que o jogo nos mostrou durante a 1a meia hora, levaria a pensar que o jogo iria ser disputado taco a taco até  ao fim, e a Vitória  a sorrir a alguma  das equipas seria sempre pela vantagem minima.
Perante um adversário  a jogar  com três  centrais e uma zona central bem povoada , o Benfica demorou algum tempo a encaixar na tarefa de ter que lutar na zona nevralgica do terreno com um déficit de unidades, e as compensações  que teriam que ser feitas perante este paradigma, levaram algum tempo a ser assimiladas, daí  que o Sporting apareceu mais perigoso durante a primeira meia hora , dando mesmo a impressão  que era a equipa mais capaz de chegar ao golo.
Diria mesmo que nos  primeiros 45 minutos a diferença  nas duas equipas esteve na eficácia   o Benfica de forma cinica, chega ao golo praticamente na unica oportunidade  que teve, o Sporting perdeu duas ou três  boas chances de fazer o golo.
O futebol é  eficácia,  é  saber usar o cinismo em momentos cruciais, e na 1a parte  foi esta a diferença  entre as duas equipas.
O Benfica acabou por ir confortável para o intervalo , porque sai em vantagem e para a 2a parte a curiosidade era ver como reagiria o Sporting  à situação  de desvantagem no marcador.
O Benfica entra muito bem a pressionar muito alto , com a sua linha  média  mais redimensionada em termos de posicionamento , mais fresca fisicamente também  e a asfixiar completamente a zona de construção  do adversário .
O 2o golo nun erro crasso de Mathieu que perde a bola à  saída  da sua grande área foi um golpe tão  duro que a queda do Sporting  foi estrondosa que levou o Sporting a não   funcionar mais como coletivo.
O Benfica apoderou-se completamente da partida e continuando naquela cavalgada de pressão  aniquilou completamente o seu rival chegando à  mão  cheia de golos e desperdiçando  mais algumas oportunidades, deixando a equipa do Sporting num KO que pode  vir a ter consequências  irreversiveis.
O Benfica apresentou uma frescura física e depois  animica muito superior à  do adversário,  tem matéria-prima superior, mas resultados  destes acontecem poucas vezes e agora é altura de festejar a conquista e pensar que vai dar -se inicio a uma maratona de 10 meses de campeonato e que pelas indicações  que esta pré-época deu os adeptos do Benfica podem estar confiantes na boa  resposta que a equipa pode  vir a dar esta época .




Nova temporada

Começa  hoje com a disputa da Supertaça , o arranque da época  futebolística  2019/2020.
E começa  com o sempre apetecivel derby eterno.
O Papoilas Cintilantes vai arrancar de novo para vos levar as suas crónicas  e opiniões  ao universo benfiquista, sempre com isenção  e rigor, quando as coisas correm bem há  que elogiar, quando correm menos bem há  que apontar os erros e lacunas.
É  assim este blog benfiquista, independente sem estar ao serviço de quem quer que seja.
Então  bora lá  rumo ao 38.

BENFICA 4 SANTA CLARA 1 A RECONQUISTA

  • Não, hoje não farei a crónica do jogo, porque muita coisa importante estará certamente por dizer, para que hoje todos nós em verdadeiro êxtase estejamos a festejar o campeonato no 37.
  • O jogo de hoje servia para fazermos a nossa parte, ganhá-lo ou no mínimo empatar para carimbar os um título que muitos de nós em Dezembro passado não acreditaria os que fosse possível.
  • Nessa altura, uma equipa descrente, desmotivada, com fracos índices físicos, e psicologicamente arrasada, presa a um treinador com um modelo de jogo que não encaixava nas características dos seus jogadores. Derrotas, mau futebol jogado nas 4 linhas, 4o lugar na classificação a uns longínquos 7 pontos do 1o lugar, com uma 2a volta pela frente terrível, com deslocações a Alvalade, Dragão, Afonso Henriques e Pedreira pela frente, foi este Benfica que caiu nas mãos de Bruno Lage.




  • Quando no início de Janeiro o até então desconhecido para muitos, Bruno Lage, foi nomeado para comandar a equipa para o que restava deste campeonato, muitos torceram o nariz, afinal a equipa iria ser entregue a alguém que até aqui tinha treinado a formação do Benfica, não tendo qualquer registo de jogos na 1a liga, e tinha feito uma incursão por terras de Sua  Magestade, como adjunto de Carlos Carvalhal. A dúvida era razoável, mas também pior do que já estava, não poderia ficar, como tal, Lage recebeu de imediato todo o apoio da nação benfiquista.
  • Lage, agarrou portanto numa equipa frágil psicologicamente, sem alma, sem crença, e 4 dias depois iria jogar em casa contra o Rio Ave para o campeonato.
  • Mudanças que logo saltaram à vista, o obsoleto e desadaptado 4-3-3 de Rui Vitória foi substituído por um 4-4-2, que para uma equipa que tem jogadores de passe fácil e curto, bem dotados tecnicamente, era um modelo que encaixava na perfeição, e com algumas mudanças nos interpretes, o Benfica entra nesse jogo que eu considero o ponto de viragem da equipa, aos 20 minutos a perder por 0-2 em pleno Estádio da Luz.
  • Com um apoio indiscritivel vindo das bancadas, com um treinador a transmitir tranquilidade à equipa, os jogadores cerraram os dentes e partiram para uma excelente exibição, dando a volta ao resultado e vencendo a partida por 4-2.
  • Este jogo foi para mim o mote para o que viria a seguir.
  • Mas Lage não se limitou a alterar o sistema táctico, conhecendo de forma profunda os miúdos da formação, foi-os colocando de forma paulatina no onze inicial da equipa, trocou a posição de Félix, de permanentemente encostado à linha no tempo de Vitória, Lage colocou-o atrás do ponta de lança e Félix nunca mais foi o mesmo, logo nesse jogo chave contra o Rio Ave marca dois golos e daí para cá desatou a marcar fazendo golos em quase todos os jogos culminando a época com um rendimento fantástico para um miúdo de 19 anos.
  • A seguir veio Ferro, depois Florentino que de esperanças cedo se tornaram boas realidades.
  • Recuperou Gabriel em termos físicos e psicológicos e tornou-o um médio poderosíssimo, reabilitou Samaris jogador este que na minha opinião foi fundamental para a equipa em termos de equilíbrio e organização, de proscrito de Rui Vitória, tornou-se de tal forma preponderante que a renovação do contrato tornou-se numa clara exigência de sócios e adeptos. Pizzi voltou à sua posição natural de médio - ala direito e fez um resto de época soberbo, e Seferovic, na lista de dispensas no início de época acabou o campeonato como rei dos marcadores com 23 golos e a revelar-se um ponta de lança forte e temivel.
  • Lage fez uma 2a volta com 19 jogos e um empate a 2 bolas em casa com o Belenenses, superiorizando-se fora de casa aos seus adversários diretos com classe e categoria.
  • No seu reinado dos 103 golos que a equipa marcou no campeonato, 76 foram à frente da equipa, tornando-a numa autêntica máquina na concretização.
  • Lage fez obra, está conquista tem a sua marca e que marca, é na minha opinião o grande obreiro desta bela conquista, criando a imagem que na formação, para além de jogadores, também podem sair treinadores de grande qualidade.
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  • Desde os juniores que tenho acompanhado este miúdo. 
  • Com época e meia a jogar na competitiva 2a liga, Ferro mostrou que era jogador que poderia com relativa facilidade impôr - se na equipa principal. 
  • No entanto não raras são as vezes que jogadores fazem grandes percursos na formação, mas depois quando chega ao patamar mais elevado, não têm estofo psicológico para se imporem. 
  • Ferro espreitou a oportunidade em Fevereiro e logo no derby contra o Sporting na meia, final da Taça de Portugal, e tal como eu vaticinara se conseguisse aquele click psicológico de ultrapassar aquela tremideira de debutante, era jogador para não mais sair da equipa, e assim veio a acontecer. 
  • Muito forte no jogo aéreo, tecnicamente dotado, exímio no passe longo, Ferro tem tudo, autoridade, simplicidade de processos, e joga com elegância, faz-me lembrar Humberto Coelho, naquele estilo que o caracterizava. 
  • Ferro ainda tem muito a aprender, a lacuna maior que lhe encontro situa-se ao nível do posicionamento onde ainda vai cometendo alguns deslizes como aquele que proporcionou o 2o golo do Rio Ave no jogo de Vila do Conde. Vai conseguir limar essa aresta com o tempo, e esse mesmo tempo vai permitir concluirmos que se irá tornar um dos melhores centrais do futebol europeu. 
  • Obrigado Lage. 



  • O centralão como muitos lhe chamam já vinha com um bom background da época anterior, este ano foi manter a bitola, é um central rijo e forte fisicamente dentro da linha de bons centrais dentro deste padrão que durante largos anos fizeram escola no rival do norte.
    Mas claramente que a Ruben Dias ainda lhe falta a capacidade para dosear a sua impetuosidade, levando-o a cometer por vezes algumas faltas sem sentido e a levar amarelo desnecessários.
    Tem que jogar sempre a contar que pode acontecer uma falha ou um erro e não tão à vontade a ro"ar a displicência com que por vezes aborda alguns lances, o penalti em Zagreb, o lance que dita o empate ao Belenenses em casa são o tipo de abordagens que Rúben Dias tem que melhorar de forma significativa.
    Mas trata-se de facto de outro valor seguro.


  • Contratado no início desta época ao Olimpiakos da Grécia, foi das poucas aquisições que se conseguiram impôr no Benfica está época.
    Excelente entre os postes, conseguiu dar pontos ao Benfica através de excelentes defesas, tem porém uma gravíssima lacuna que urge limar urgentemente, é um guarda redes muito fraco fora dos postes, levando o Benfica a sofrer alguns golos através sobretudo de lances de bola parada.
    Há que rever de igual modo o seu posicionamento na baliza, joga muito dentro dos postes, e no futebol moderno os guarda redes têm por vezes que ser também libertos, de forma a efectivar a pressão alta com que o Benfica por vezes joga.
    Ao jogar muito atrás, provoca um vazio enorme entre a linha defensiva e a sua área.
    Precisa nitidamente de um companheiro que lhe proporcione uma competividade forte.
    Ainda assim, acabou por fazer uma boa época pois não nos podemos esquecer que entre os postes está no top.

  • Terá sido talvez a sua melhor época de sempre e a época em que definitivamente deixou de ser o "patinho feio" de todos nós benfiquistas.
    Revelou excelentes progressos quer na missão defensiva quer em termos atacantes sendo o segundo jogador com mais assistências no campeonato, atrás de Pizzi.
    Excelente no apoio na ala direita, complementando de forma soberba com Pizzi, formando uma equipa ala direita de grande nível, sobretudo após a chegada de Lage e com a inclusão de Pizzi. naquela posição.


  • Um dos jogadores com mais jogos efectuados está época, fruto de finalmente ter afastado as lesões que sistematicamente o apoquentaram nas duas últimas épocas.
    Jogou sempre a um nível altíssimo e com uma rotação invulgar, tornando-o em definitivo num lateral esquerdo de excelente qualidade, sabendo que quer em Portugal como um pouco por todo o mundo, é uma posição onde não abundam jogadores com qualidade.
    Devido a este factor, é um dos jogadores com grande  mercado e que dificilmente o Benfica conseguirá segurar.

    Quando na pré - temporada o Benfica teve que fazer um autêntico jogo do gato e do rato com o Leganes de Espanha para contratar este jogador, pensar-se-ia que chegaria, via e venceria.
    Mas a grande verdade é que este jogador também não encaixava no espírito do modelo de jogo de Rui Vitória, não se percebendo portanto como o treinador deu o aval para a sua contratação. Mais uma atitude, entre muitas, de Rui Vitória que ninguém percebe.
    No reinado do antigo treinador pouco ou nada jogou,  levando todos os sócios e adeptos a pensarem que se trataria de mais um flop.
    Mas não fazia sentido, havendo tanta insistência, tanta pedra partida com vista à sua aquisição, algum valor Gabriel deveria ter, para já tratando--se de um médio que é capaz de jogar em toda a extensão do campo, o chamado box to box.
    Com a chegada de Lage, Gabriel tornou-se em mais uma pérola que veio para acrescentar, até à sua lesão que o afastou dos últimos jogos do campeonato é das grandes decisões, foi o jogador de maior valor acrescentado, efectuando exibições magníficas, tornando-se um jogador de grande relevo na estrutura encarnada.
    O azar de uns é a sorte de outros, e a lesão de Gabriel escancarou as portas à mais um menino da formação, no caso, Florentino Luís.
    É um jogador para contar para a próxima época, e no qual deposito grandes esperanças.


  • Conhecendo-os como ninguém, visto ter sido o responsável na formação, após a lesão de Gabriel, Lage não hesitou em lançar o menino Florentino Luís, o Tino como ele lhe chama. O miúdo foi lançado em Istambul no ambiente quente do Estádio do Galatasaray.
    Entrou na 2a parte, e nas duas dezenas de minutos que jogou foi o jogador com mais recuperações de bola.
    De toque fácil, é um jogador que parece que joga de pinças, tal é a forma sublime com que ganha inúmeros lances a adversários e dá início àquilo que é o forte do sistema de Lage- as transições.
    Foi o seu ano zero e pelo que demonstrou está época irá ser também ele um valor seguro, alguém é que o Benfica deve dar asas, porque está ali outro excelente jogador. Já revelava nos "bes " está apetência para voos mais altos.


  • O Manecas como carinhosamente é tratado no balneário do Benfica, foi  dos jogadores mais destratados e ignorados pelo anterior treinador, considerando-o  um proscrito, não lhe dando minutos de jogo, preterido-o a jogadores banais como Filipe Augusto ou Alfa Semedo. 
  • Rui Vitória foi um criminoso em relação a Samaris, mas Lage reabilitou-o tornando-o num dos jogadores mais importantes da Reconquista. Força, garra, querer, uma técnica invejável, excelente na recuperação e no passe, Samaris foi um jogador fundamental, levando os adeptos a exigir a renovação do seu contrato, algo que não estava nos planos do senhor das luzes e dos tomates. Em boa hora a massa adepta do Benfica pressionou a administração, porque para além de excelente jogador, é um homem líder de balneário a quem todos ouvem. 
  • A forma como se apegou ao País, à cidade e ao clube, são noutros factores importantes para a preponderância no grupo. 
Irá seguramente ser uma grande referência na próxima época, tal como o foi depois da entrada de Lage.





 Com Pizzi não tem como se inventar.
O homem até pode desenrascar no centro do terreno, mas é de facto na ala direita que Pizzi é Pizzi.
Tecnicamente excelente, Pizzi faz das diagonais, da flexão para o jogo interior, a criação
 de desequilíbrios, e provocar rupturas para as entradas dos companheiros mais adiantados.
Foi o rei das assistência, foi o quarto jogador mais concretizador da equipa logo atrás de Seferovic, João Félix e Rafa.
Esta 2a volta com Lage vi o melhor de Pizzi, a jogar, a assistir a marcar, fez uma 2a volta de grande classe, mostrando que é ali na ala que tem que jogar.




Ao Rafa faltava-lhe sempre o tal bocadinho assim.
Jogador veloz, invariavelmente fazia grandes correrias para depois na hora H, definir mal o último passe, ou esbanjar oportunidades de baliza aberta.
Este era o Rafa que conhecíamos antes da era Lage.
Com Lage, Rafa aprendeu a jogar quando a equipa não tem bola, ajudando e de que maneira a Grimaldo ter melhorado imenso na sua missão defensiva.
Fruto quiçá de elevadas doses de moral, o que é certo é que com este treinador Rafa começou a definir muito melhor os lances e de repente a ser um excelente finalizado, tendo marcado em jogos importantíssimos. Fez 16 golos no campeonato, que para um ala é excelente.
Foi a melhor época de Rafa e finalmente começou a justificar o elevado investimento que nele foi feito.


A facilidade e apetência que este miúdo sempre revelou na formação pelo golo, vaticina a que dificilmente não vingar ia na equipa principal do Benfica.
Para um miúdo que tem como objectivo chegar ao nível dos melhores, colocá-lo a jogar fora da sua zona de conforto, é o pior que se pode fazer.
Mas com Rui Vitória foi assim, a obcessao pelo seu sistema táctico, empurrava o miúdo para a ala, com evidentes prejuízos para Félix e para o Benfica.
Lage mudou mais este paradigma, colocou_o a jogar entre os médios e Seferovic, dando-lhe liberdade para bastas vezes sair do seu raio de acção e começar as transições através dele, João Félix foi um dos grandes obreiros pela reconquista, jogando, fazendo jogar e a marcar muito como sempre fez mas agora ao nível de uma grande exigência,.
É craque, não treme, para ele não existem etapas, estar na 2a Liga ou na Champions  o rendimento, a sua forma de jogar é a mesma. Fez 18 golos no campeonato, 17 deles com Lage, e para este miúdo nem o céu é o limite.
Só terá a ganhar em ficar pelo menos por mais uma época, fazer o melhor que sabe e depois sim chegar à ribalta do futebol mundial que é o patamar a que está predestinado.






Uma das posições que o Benfica mais investiu foi no lugar de ponta de lança.
Tendo finalizado a edição 2016/2017, com Seferovic que muito prometera no início dessa época vindo depois paulatinamente a eclipsar-se, tendo acabado essa mesma época completamente desacreditado, sendo colocado na lista de dispensas.
Depois havia Jonas, que com o evoluir da idade começou a ser sistematicamente apoquenta do por lesões uma delas crónica ao nível da coluna, fazendo com que o jogador passe largos períodos da temporada indisponível.
Foi dentro deste contexto que foi feito um investimento em Castillo e Ferreira, o segundo com créditos firmados no Shaktar Donetz onde realizou temporadas excelentes.
Por inadaptação, por o sistema implantado não estar adaptado às características destes jogadores, certo é que nenhum deles se conseguiu impôr, não restando outra solução que os despachar no mercado de Janeiro.
Entretanto de dispensado, Seferovic acaba por integrar o plantel e se até Dezembro não tinha convencido, com a introdução do 4-4-2 "Lage ano", o suíço desatou a fazer golos, a jogar como um ponta de lança deve fazer, e acaba como melhor marcador do campeonato com 23 golo.
Com passagens pela Suíça, Alemanha e Itália, nunca o suíço marcou tanto como nesta temporada revelando-se um avançado possante, com engodo pelo golo marcando em
quase todos os jogos da Liga.
Foi fundamental e nos dias de hoje tem uma credibilidade grande ao nível das suas aptidões, convencendo até os mais cépticos.
Afinal tínhamos ponta de lança, só que Rui Vitória não sabia, como não sabia muitas coisas.



Finalmente o homem da luz.
Luís Filipe Vieira, como bastas vezes tenho referido foi muito importante na recuperação do clube a todos os níveis, inclusive o da credibilidade.
Fez um excelente trabalho em prol da recuperação do clube que nunca os benfiquistas de em esquecer.
Foi a grande fatia da solução para o Benfica.
Contudo nos últimos anos tem cometido demasiados erros, sobretudo porque é alguém que já acumulou um grande capital de experiência com os anos que leva ao leme do clube.
De tudo tem acontecido, mas o mais relevante foi o de não ter sido capaz de se rodear de pessoas do Benfica, sempre foi fora do clube buscar gente que pouco ou nada tem de Benfica.
Depois acontecem situações humilhantes como o caso dos e-mails das toupeiras que em nada dignificam o clube, levando-o a ser falado de forma prejurativa na praça pública, colocando-nos ao nível daqueles que tanto criticamos e que se encontram no rival do norte.

Em matéria de entradas e saídas de jogadores, tem claudicado de forma clamorosa, nos últimos anos o Benfica tem feito encaixes muito relevantes e que não têm sido acompanhados como devia, com a redução do passivo.
Os empréstimos obrigacionistas têm sido a fórmula encontrada, vence um, paga-se, contrai-se outro, é assim se vai empurrando o problema com a barriga.
Gastos desmesurados em jogadores que nunca chegam a vestir a camisola do Benfica, tornando o clube num autêntico entreposto, mas que visam encher hipoteticamente os bolsos a alguém.
Depois muitas contratações falhadas, que não se revelam mais valias como foram os casos de Castillo e Ferreira, mas mais tem havido ao longo dos anos.
No seu discurso de vitória de ontem veio chamar a si os louros de ter tomado decisões em que foi preciso ter uns tomates muito grandes.
Quais decisões?
A de tentar a todo o custo contratar Jorge Jesus em Janeiro e só depois de perceber que não era fácil é que alguém lhe conseguiu meter na cabeça a ideia Bruno Lage?
Ter tido tomates para despedir Rui Vitória, quando todo o mundo menos ele já tinha percebido que Rui Vitória estava esgotado no clube há muito tempo?
Neste caso despediu-o depois durante uma noite viu uma Luz que lhe avisou que Rui Vitória deveria continuar para 2 semanas depois a Luz se ter fundido, não sem antes irmos a Portimão perder por 2-0 e afundarmis no 4o lugar a 7 pontos do primeiro.
Portanto tomates foi coisa que LFV até nem teve, mas como conseguimos a reconquista, mais uma vez os benfiquistas irão esquecer as asneiras que têm cometido e darem-lhe toda a credibilidade desta vida.
Não concordo com Luis Filipe Vieira, mas é com ele que tenho que viver, só espero que consiga na justiça reabilitar a imagem do clube que ele quer queira quer não foi o principal culpado nem que seja pelo facto de se rodear de gente que tem práticas idênticas às praticadas a norte, e que se apoie em quem sabe de bola e que consiga trazer jogadores para o clube que acrescentem, por forma a não fazermos as tristes figuras que temos feito à nível europeu e que com a formação se torna insuficiente para fazermos figura pir essa Europa fora.
Foi o campeonato que mais alegria me deu conquistar, talvez pirque nem eu nem a maioria dos benfiquistas acreditava que fosse possível, como tal vamos gozar o momento para em Agosto voltarmos a cerrar fileiras para o 38.
VIVA O BENFICA.
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RIO AVE 2 BENFICA 3

Este era um jogo terrivel que o Benfica tinha pela frente na caminhada  para o 37o titulo de campeão.
Isto na teoria, contudo na prática  foi exactamente isto  que aconteceu.
No entanto o jogo começou  com o golo de Rafa, um cruzamento para a área,  Ruben Semedo toca a bola para o lado, deixando Rafa na cara do GR, que sem dificuldades , encostou  para o fundo das redes.
Melhor começo  era impossível , aos 3' o Benfica via-se em vantagem em Vila do Conde.
Apresentando uma equipa bem esticada no terreno de jogo, com Samaris e Florentino  bem subidos, não  permitindo ao Rio Ave iniciar a sua zona de construção, Pizzi e Rafa endiabrados,  as arrancadas sobretudo de Rafa desbaratinaram por  várias vezes a defensiva  vilacondense,  mais golos poderiam ter acontecido, o Rio Ave limitava-se a trocar  a bola na sua defensiva.
Até  que perto do intervalo, uma jogada pela esquerda do ataque do Rio Ave, Gabrielzinho entra na área  com Florentino na sua ilharga  e o avançado  do Rio Ave pareceu-me empurrado pelo jovem médio benfiquista, a jogada segue e inicia-se um contra ataque que dá o 2o  golo do Benfica marcado por  João Félix.
Grande confusão  gerada, os jogadores do Rio Ave a pedirem penalti na área  do Benfica, o árbitro  consulta o VAR, que dá como boa a decisão  de Hugo Miguel.
Na minha opinião , Florentino empurra o jogador do Rio Ave, ficando por marcar o penalti.
É  verdade que houve um erro em beneficio do Benfica, mas a pergunta  que se impõe , e o rival direto quantos jogos não beneficiou de erros de arbitragem que o conduziram a vitórias  que sem  esses erros haveria perda de pontos e talvez hoje já  houvesse campeão  em Portugal .
O jogo foi para o intervalo com os ânimos  exaltados.
Na 2a parte o Rio Ave entra com tudo, e logo aos 50' reduz, fruto de um ressalto de bola que foi  parar aos pés  de Tarantini, que isolado perante Odysseias não  teve dificuldade em fazer o golo.
O jogo ficava em aberto, mas o Benfica reagiu muito bem, assumiu de novo o dominio do jogo e depois  de uma excelente jogada em que Ferro faz um excelente passe longo para Grimaldo para a esquerda, cruza contra os pés  de um defesa do Rio Ave, a bola sobra de novo para Grimaldo que cruza atrasado encontrando Pizzi no coração  da área  que remata rasteiro, colocadissimo batendo a bola no poste  e entrando na baliza .
Era a reposição  da vantagem de dois golos,  que dava de novo uma boa almofada de conforto, e foi  controlando o jogo, através de posse  sustentada de bola, podendo  inclusive ter aumentado a vantagem por mais duas ocasiões .
Mas foi o Rio Ave que aos 84' entra de novo na discussão  da partida , cruzamento de Galeno e aparecendo Ronan a desviar de cabeça  para o fundo das redes.
A 6' do final e mais 5 de compensação o Rio Ave não  teve mais nenhuma oportunidade de golo, no entanto a tensão que o próprio  resultado proporcionava, assistimos a minutos de grande nervosismo  até  ao apito final.
Samaris, que JOGÃO,  o melhor em campo, Rafa, Pizzi, Ferro, Ruben Dias, foram  os  grandes protagonistas deste Benfica.
E faltam 90', bastando 1 ponto para o Benfica voltar a ir para o Marquês  festejar o titulo e ambicionar à  tão  almejada reconquista.
Faltam 90 minutos para a grande decisão,  concentração absoluta , estar imune à  euforia, e lutar  muito,  estes são  os ingredientes para no domingo haver festa.



BENFICA 5 PORTIMONENSE 1

Nem todos os corações  aguentam esta montanha russa de emoções  que está  a ser esta recta final de campeonato.
O maior adversário  que o Benfica tem até  ao fim, é  sem duvida o próprio  Benfica e as suas crises agudas de ansiedade, que levam a equipa a perder intensidade, leva os seus sectores a desunirem-se, a equipa a ficar descompactada com grandes distâncias  entre os sectores, o que  provoca a cedência  de muitos espaços, e disso hoje se aproveitou a bem armada equipa da Portimonense, que criou duas ou três grandes oportunidades  de golo,  graças  a deus desperdiçadas  por Tabata.
Paulinho, durante 53 minutos semeou o pânico  no ultimo reduto do Benfica , precisamente por  a equipa não  estar compacta, e a dar espaços  que poderiam ter sido fatais.
Quando nos primeiros minutos da 2a parte , o Portimonense  faz o golo, pensou-se o pior, mas o que é  facto é  que o Benfica reagiu à  campeão,  empurrados e de que maneira pelos  60.176 espectadores que hoje estiveram  presentes no estádio  da Luz, a equipa cerrou os dentes  e Rafa enraivecido rouba a bola a um adversário,  isola-se e restabelece a igualdade.
Rafa foi buscar a bola ao fundo da baliza, levou-a para o centro do terreno, porque  queria dar a volta completa ao resultado e 4 minutos depois,  uma excelente jogada  colectiva, a bola vai para Rafa que no coração  da área,  remata forte por alto fuzilando a baliza  do Portimonense .
Rafa foi  de facto o rosto da reviravolta, a partir daqui a equipa ainda teve um periodo titubeante com passes para os pés  dos adversários de Florentino e Jonas que poderiam  ter dado situações  bastante complicadas para a baliza de Odysseias.
Até  que finalmente  aparece o golo da tranquilidade , Pizzi na direita cruza, Seferovic mata no peito e remata de primeira fazendo um excelente golo.
 Foi a partir  deste 3-1 que o Benfica mostrou todo o seu potencial, mais duas assistencias de régua  e esquadro do André  Almeida permitiram a Seferovic e Jonas completarem mais uma goleada.
Do inferno ao céu ,  assim foi o thriller que hoje o Benfica viveu, em parte por mérito  de um excelente Portimonense, por  outro com a extrema ansiedade que a equipa  viveu durante grande parte dos 90 minutos.
Faltam 3 adversários  para a conquista do 37, para a semana o Rio Ave em Vila do Conde , depois  o Santa Clara.
O 3o adversário  será  o mais dificil de bater, que é  a ANSIEDADE, se o Benfica conseguir vencer este adversário  será  certamente de novo campeão  nacional, uma equipa que leva 96 golos marcados no campeonato, 96 golos é  algo inacreditavel e raro acontecer, e com dois jogos pela frente pode perfeitamente chegar à  marca fantástica  dos 100 golos.
Rafa foi o homem do jogo, Pizzi  o jogador  mais consistente durante os 90 minutos foram na minha opinião  os jogadores  mais em destaque, Seferovic voltou aos golos  e talvez retome de novo a confiança  que um ponta de lança  sempre precisa.
Faltam disputar 6 pontos sendo que o Benfica precisa  de 4 para ser campeão .
Domingo o Benfica tem que ir com  tudo para Vila do Conde,  tem que lá  chegar  sem ansiedade, impor  o seu jogo e dizer a todos os adversarios e inimigos, porque somos Benfica.


   

SP. BRAGA 1 BENFICA 4

Apesar  de faltarem 3 finais, este era para mim o jogo chave deste campeonato.
O empate do Porto  em Vila do Conde era mais um condimento de responsabilidade  com que o Benfica teria que encarar este jogo.
E na verdade, o Benfica sentiu  imenso essa responsabilidade,  o Sp. Braga que fez uma 1a parte de grande categoria, assumiu o jogo logo  de inicio através  de uma pressão  fortissima a todo o campo, não  dando a possibilidade do Benfica respirar com bola, daí  as inumeras perdas fruto da equipa não  conseguir a habitual boa circulação de bola que tem.  Apesar dessas dificuldades  que o Braga colocou ao Benfica, notou-se também  o peso  da responsabilidade e o nervoso  miudinho  que aqui e acolá foi dando conta da equipa que teve momentos nesta 1a parte que não  conseguiu gerir a ansiedade, e o lance do penalti contra o Benfica é  paradigmático , num lance em que a falta foi fruto de uma certa precipitação.
A ver-se a perder aos 35 minutos de jogo, o Benfica não  conseguiu reagir ao golo bracarense, e os minhotos acabaram a 1a parte por  cima do Benfica.
O intervalo foi o melhor que podia  ter acontecido ao Benfica , a equipa acalmou, Lage retificou o posicionamento  de alguns jogadores,  a equipa cerrou os dentes e desde o inicio da 2a parte tomou conta da partida, dominou-a territorialmente, e ainda antes dos penaltis que deram a reviravolta, João  Félix  vê  o GR  Tiago Sá  desviar para o poste  e negar o empate. 
Depois  vieram os lances das penalidades que Pizzi o homem do jogo,   marcou com uma frieza glacial .
O Benfica  não  afrouxou, aproveitando o facto do Braga ir à  procura  do resultado criou variadíssimas  situações  de vantagem numérica  que poderiam ter ampliado o resultado  mas o Braga teve em Tiago Sá  o melhor  em campo fazendo um punhado  de grandes defesas impedindo uma goleada ainda maior, mas foi de outra bola parada que o Benfica sentenciou a partida, canto da esquerda e aparece oportuno Ruben  Dias a antecipar-se  a Pablo e de cabeça  a enviar a bola para o fundo  das redes. 
O quarto golo  já  surge numa altura em que a equipa do Braga está  partida e os  seus jogadores de  braços  caídos  o lance deste golo é  fruto de uma grande jogada  colectiva do Benfica , Félix  isolado remata para grande defesa do Tiago Sá,  a bola vai para fora da área para um jogador do Braga, que displicentemente deixa-se antecipar  por Rafa que vai por ali fora em slalom passando por  todos que lhe apareceram à  frente e rematando  perante um desamparado guarda  redes bracarense.
Grandes exibições  de Pizzi, dos centrais Ruben e Ferro, Samaris excelente a colocar gelo em certos  momentos do jogo, com grande categoria,  Florentino hoje algo nervoso mas com uma exibição  muito positiva,  Rafa sempre uma seta apontada à  defesa do Braga, e Seferovic em perda , voltando  a ser perdulario por  duas vezes  com a baliza à  sua mercê. 
O Benfica reconquistou a pequena almofada de 2 pontos de avanço  que lhe permite algum conforto, agora é  preciso que não  aconteça  outro percalço  como aconteceu com o Belenenses que não  permitiu ao Benfica estar isolado logo a seguir a ter ganho no Dragão .
Cabeça  fria, gestão  da ansiedade e os adeptos em grande a puxar e o 37 fica muito, mas muito perto mesmo.

        

BENFICA 6 MARITIMO 0

Quando se entra no jogo praticamente a ganhar, à  priori tudo fica mais fácil,  ou, deveria ficar, mas nem sempre é  assim.
Um canto de laboratório  marcado por Pizzi  de forma rasteira e aparece de rompante João  Félix  a fuzilar Charles.
Mas quando após  o golo, a equipa relaxa, joga a passo, joga num tricotado demasiado rendilhado, e na zona da verdade os jogadores se tornam cerimoniosos, então  tudo fica mais dificil.
Embora o Maritimo tenha  colocado dois autocarros em frente ao seu guarda-redes,  quando se joga lento só  facilita  as equipas que jogam desta forma ,e o que é  facto, é  que a 1a parte  foi jogada com lentidão  de processos, com pouca imaginação , e com  Seferovic  bastante perdulario não  fazendo hoje jus à  sua condição  de melhor marcador da competição .
Os primeiros 45 minutos não  tiveram  assim grande história,  deixando os adeptos com alguma ansiedade para a segunda parte.
Nos segundos 45 minutos viu-se um Benfica completamente transfigurado, a pressionar muito mais alto, não  deixando os  jogadores do Maritimo ultrapassar o seu meio campo,  a par dessa pressão usou  muito mais velocidade  e simplicidade de processos que abriu completamente  toda a estrutura maritimista ,  o segundo golo  aparece logo  no inicio da segunda parte com um bom cruzamento na esquerda a bola a chegar a Pizzi que remata forte, a bola bate num defesa insular e engana o guarda redes Charles.
O Benfica  continuou numa toada  desenfreada à  procura de mais golos  e numa jogada pela direita, Andre Almeida cruza para João  Félix  aparecer de rompante e de primeira a fazer um golo  de belo  efeito.
João  Félix  estava endiabrado  e num lance bem trabalhado, descobre Cervi isola-o e um pique sobre Charles faz o quarto golo.
Depois  apareceram  mais dois  golos e se mais minutos houvessem para jogar, mais golos  certamente apareceriam.
Grandes exibições  de Ferro, Grimaldo  Samaris que acabou a central , Florentino  que encheu  o campo com a sua suplesse no corte e na forma como depois  das recuperações  ainda lança  o ataque.
João  Félix  mais uma vez o homem do  jogo,  fez dois  golos  fez uma assistência  que deu golo, e saiu para o aplauso bem merecido.
Seferovic, perdeu hoje  quatro golos  feitos, mas luta, é  um jogador  chato,  e não  há  que desanimar porque no próximo  jogo será  melhor.
Faltam 4 finais , a equipa tem que continuar  junta e acreditar que é  possivel , assim como os adeptos acreditam.

             


           

EINTRACHT FRANKFURT 2 BENFICA 0

Hoje não  vou falar do jogo disputado dentro das quatro linhas.
O Benfica de competições  a eliminar  é  este.
Vai jogar sempre com o resultado que obtem na 1a mão.
Postura  passiva, expectável , a ver aquilo que o adversário  faz, e não  ataca o jogo.
Aonde já  vimos  isto?
Precisamente em Alvalade, foi assim  que fomos eliminados pelo Sporting, não  fazer  nada no jogo, e esperar aquilo que o adversário  puderá fazer.
Não  é  este o Benfica que nós  queremos, os adeptos querem ver o Benfica a entrar nestes jogos a discutir o resultado do jogo ,  a discutir a eliminatória e não  tem sido isto que o Benfica tem feito  em competições  a eliminar.
É  certo que sofremos um golo irregular, com um claro fora de jogo, que não  se percebe como não  foi discurtinado pelo árbitro  auxiliar , mas isto não  pode  servir de desculpa para a apatia revelada pelo equipa  ao longo dos 90 minutos.
A pergunta que se impõe  é  esta!!!
O treinador Bruno Lage quereria nesmo disputar as meias finais da Liga Europa?
Tenho duvidas, na 2a parte na hora de alterar,  deixar Fejsa em campo, fazer sair Samaris, é  de quem não  quer continuar na competição.
Quem coloca Salvio, depois de mês  e meio de paragem, deixando Cervi com mais ritmo competitivo  no banco é  de quem não  quer continuar  na competição.
Com isto não  critico Lage, eu sou daqueles que desde há  muito ando a defender que o Benfica não tem plantel qualitativo para estar em duas competições  desta envergadura  em fase tão  adiantada da época.
Os jogos a meio da semana massacram fisicamente  a equipa e o foco é  de facto o  campeonato e todas as forças  fisicas têm  que estar focadas nas 5 guerras que faltam disputar na luta pelo titulo.
Mas também  pode  acontecer perdermos  pontos e chegar ao fim da época  completamente em jejum, e aí  a avaliação  para um clube com a grandeza do Benfica só  poderá  ser uma, a de uma época  miserável .
Com uma postura  como a de hoje , dificilmente não  perderemos pontos , esperamos  todos então  que o Benfica entre para estas 5 finais con a ambição  de ir para cima do adversário  e não  esperar aquilo que  o adversário  poderá  fazer.
Vamos então  agarrar-nos àquilo  que nos resta com alma, ambição  e vontade de ganhar o campeonato .

               

BENFICA 4 V. SETUBAL 2

O Benfica arrancou no jogo de hoje com uma meia hora de grande categoria, é  certo que ainda não  estava esgotado o 2o minuto e já se tinha colocado  em vencedor com um lance  bem urdido,  João  Félix  na direita  cruza e Rafa  desvia para o fundo das redes.
Melhor tonico que este não  podia  haver para quem só  a vitoria lhe interessa,  para além  da vantagem, começar  por  cima do jogo , gera tranquilidade e afasta a ansiedade.
O Benfica continuou a fazer uma excelente circulação  de bola, com João  Félix  a vir entre linhas criar desiquilibrios, e ao quarto de hora de jogo, outra vez Félix a rematar e Ruben Micael a esticar o braço  de forma ostensiva . Depois de uma  consulta inacreditavel ao VAR,  Rui Costa marcou o penalti evidente.
Na conversão  Pizzi  remata muito denunciado para a defesa de Makaridze.
O Benfica perdia uma excelente oportunidade para fazer o segundo golo e dar assim uma maior tranquilidade  no marcador.
Mas não  foi preciso  esperar muito, foi de facto  uma meia hora muito intensa, e em mais uma transição  rápida , Félix  ganha  uma bola à  entrada da área,  endossa a Rafa e sem dificuldade  faz o golo.
Com uma vantagem  de dois  golos , o Benfica tira o pé do acelerador, e as suas linhas  baixaram, e disso se aproveitou o Vitória para começar  a acercar-se da área  do Benfica, e numa jogada  muito bem delineada , Nuno Valente reduz, e o Benfica a partir daí  e até  ao final da 1a parte entrou  em ansiedade , a equipa começou  a jogar de forma atabalhoada, concedendo  cada vez mais espaços,  perdas de bola, espaços entre os sectores, a equipa descompactou.
O intervalo  chegou,  e com ele pensou-se que a equipa iria serenar , mas na verdade a entrada da 2a parte teve o mesmo cariz do fim da 1a, com  o Benfica muito complicativo, jogadores nervosos a errarem passes, algumas decisões  a revelarem falta de lucidez, até  que aos 56 minutos após  um excelente corte de Florentino , a bola veio para a direita, Pizzi cruza, aparecendo  Félix  como uma flecha a rematar de primeira  , fazendo um golo de belo efeito.
O golo foi o bálsamo  para a equipa do Benfica serenar, hoje a linha  média  , sobretudo  Samaris,  revelou falta de frescura física , foi dificil acompanhar  o ritmo de jogo , mas não  foi só  Samaris que revelou dificuldades físicas , Pizzi foi  outro jogador que a partir dos 60' quebrou, e claro quando há  jogadores em deficit  físico , toda o conjunto se ressente, e hoje o Benfica sentiu dificuldades para acompanhar o ritmo de jogo.
Toda a segunda parte o jogo foi  muito dividido, o Vitória jogou muito olhos nos olhos, foi a qualidade  individual dos jogadores do Benfica que  foram construindo o resultado, e em mais  uma boa jogada Rafa  faz um passe  magistral oata o interior da área   isolando Seferovic para o quarto golo.
De permeio ainda existe um penalti  sobre Rafa que o Sr. Rui Costa converteu em simulação  mostrando amarelo, mesmo errando no julgamento, é  inadmissivel como o VAR não  alerta Rui Costa para  visionar as imagens.
Na parte final do jogo, Ruben Dias depois  de cortar a bola de cabeça,  na queda  estica o braço  e acerta na cara do jogador  setubalense, aqui já  o Sr. Vasco Santos VAR de serviço ,  soube mandar Rui Costa ir visionar  as imagens .
O penalti  aceita-se, o que não  se aceita é  este comportamento do VAR, continuando  a haver dois  pesos e duas medidas nas avaliações dos lances.
Quanto a Ruben Dias , continua a ser imprudente,  continua a cometer erros devido  pelo excesso de impetuosidade que emprega em muitos lances.
Foram mais três  pontos , passou mais uma jornada, e agora faltam 5 finais  em que o Benfica depende de si próprio  para reconquistar o titulo.

                 

BENFICA 4 EINTRACHT FRANKFURT 2

Uma equipa a fazer sensação no exigente e competitivo campeonato alemão  que desde o virar do ano ainda não  tinha conhecido  a derrota.
Foi com este cartão  de vida que os alemães do Eintracht de Frankfurt entraram na Luz, e logo desde os primeiros minutos deu a mostrar ao que vinha.
Entrou a todo o gaz,  até  aos 10 minutos criou bastantes problemas ao ultimo reduto do Benfica onde criou oportunidades para inaugurar o marcador.
Por volta do quarto de hora o  Benfica começou a acentar o seu jogo,  subiu as suas linhas, e com isso conseguiu acercar-se da baliza germânica  e por volta dos 19 minutos um passe fabuloso de Samaris a isolar Gedson que na cara do guarda redes é  empurrado pelo jovem central francês  Dika,  que para além  do penalti claro, vê  o vermelho direto, deixando a sua equipa desde muito cedo reduzida a 10 unidades. João  Félix  chamado a converter o castigo máximo  não  perdoou e fez o 1o dos três  golos  naquela que foi a sua primeira  noite europeia gloriosa.
O cariz do jogo mudou, no entanto os alemães  mantiveram a sua matriz de jogo , sempre com o sentido de baliza .
Mas esta equipa do Benfica já  nos habituou  aos erros individuais , e por volta dos 40 minutos Fejsa sem ritmo, lento e sem capacidade  para jogar a este nivel, perde infantilmente  a bola  perto da área,  numa zona  completamente proibida, bola lançada  na ala , cruzamento rasteiro e aparece Luka Jovic, o tal que nunca teve  oportunidades no Benfica, a encostar para  a baliza  perante  um desamparado Odysseias .
Foi um balde  de água  fria enorme  porque do nada os germanicos chegavam ao empate a jogar  com menos um.
O Benfica reage e quando  se pensava que o intervalo chegaria com um empate, aparece João  Félix  a tirar um coelho da cartola e ainda de fora da área , dispara fortissimo  ao canto inferior direito da baliza de Trapp.
O Benfica ia para o intervalo em vantagem  e este golo  antes do descanso deu de facto outra tranquilidade à equipa.
Na 2a parte o Benfica entrou com olhos postos na baliza  adversária , e logo aos 50 minutos na sequência  de um canto a bola vem parar à  cabeça  de João  Félix  que faz um desvio,  descompensando completamente  a defesa do Eintracht onde apareceu  Ruben Dias de cabeça a desviar para o fundo das redes.
Ainda mal refeitos deste golo, os alemães  completamente à  deriva, dão  espaço  e Grimaldo na esquerda cruza rasteiro e João  Félix  aparece no coração  da área a rematar fazendo aos 19 anos o seu primeiro hat-trick na sua carreira enquanto profissional .
Era a loucura  na Luz  o Benfica disparava no resultado, estava a jogar contra 10, e parecia que os alemães  estavam encostados às  cordas, mas depois  deste golo o Benfica baixou as linhas e mesmo com o dominio do jogo, não  evitou mais um erro individual neste caso  Jardel que no seguimento de um canto  deixa Gonçalo  Paciência  completamente à  vontade para cabecear  para o fundo das redes.
Dois  minutos antes Seferovic na cara de Trapp  remata e o Gr alemão  com a ponta   da bota desvia para canto.
De um possível KO germânico,  em poucos  minutos o Benfica permitiu que   o Eintracht entre na luta pela eliminatória .
São  muitos erros individuais que  são  cometidos e que têm  comprometido resultados.
Todos continuamos  lembrados que depois  de ter conseguido o 2-0 frente ao Belenenses, a 20 minutos do fim  dois  erros individuais permitiram o empate gastando-se assim a pequena almofada  de conforto de dois  pontos de avanço  sobre o  rival  do norte.
Para a semana veremos se estes erros foram ou não  determinantes para a eliminatória.
João  Félix  o miudo da noite, e Samaris com uma excelente exibição  demonstrando  uma enorme categoria e acdizer a LFV que já  devia ter renovsdo contrato. Cervi hoje uns furos acima, Rafa com boas arrancafas na 1a parte e Gedson muito bem nas diagobais, foram os jogadores  mais neste Benfics de hoje.
Ficou por  marcar  um penalti claro  sobre Cervi,  é  incompreensivel como os  árbitros não  se sentem confortáveis  a marcar mais que um penaltis a favor de uma equipa por jogo.


                     

FEIRENSE 1 BENFICA 4

Conforme o campeonato vai andando para o seu final , os níveis  de ansiedade vão  subindo e nesse capítulo    o adversário  na luta pelo título  sente-se mais à  vontade na gestão  dessa ansiedade.
Hoje finalmente o VAR errou a nosso favor , algo a que estamos totalmente desabituados, em contraste com o nosso rival que já  leva  20 jornadas onde o VAR teve papel decisivo nos seus jogos. Até  haver melhores imagens, o golo anulado ao Feirense, é  limpo, na altura em que o livre é  marcado não  existe ninguém  do Feirense em posição  irregular.
O Benfica entrou no jogo de forma  muito titubeante, sobretudo no seu sector defensivo com Odysseias também  a colaborar no cruzamento sai tarde ao lance e o avançado  fogaceiro fez o golo de cabeça  sem oposição.
Minutos depois, livre na direita do ataque Feirense, bola  cruzada para a área , Odysseias fica entre os postes , a bola bate no chão  e entra direta . Odysseias ficou pregado junto à  linha de golo.
Valeu  então  neste lance o VAR.
O Benfica ia tentando, mas na verdade ia revelando os mesmos erros que já  tinha cometido no jogo com o Tondela, demasiada cerimónia na zona da verdade, pouca clarividência , e bolas a esbarrarem no ultimo reduto do Feirense .
Até  que numa das enésimas jogadas,  em que há alguma rapidez,  Pizzi  recebe a bola na área  e quando  vai a passar pelo  defesa este toca-lhe de facto no pé  impedindo-o  de seguir com a bola.
Um penalti  pouco  perceptivel à  vista desarmada, mas o recurso ao VAR, mostrou que existe de facto penalti.
Galvanizado com o empate, logo no minuto seguinte uma boa jogada  de transição, Seferovic  faz uma diagonal vai receber a bola à  esquerda do ataque, cruza de pronto e Félix  aparece a encostar para o fundo das redes, o lance é  anulado e bem por  fora  de jogo de Félix.
É  já  no tempo de compensação do final da 1a parte que o Benfica dá  a volta ao resultado, canto na direita, largo e tenso,   Samaris de cabeça  dá  a bola para o coração da área  onde aparece André  Almeida a fuzilar o guarda redes dos homens da Feira.
Ir para o intervalo  na frente no marcador , devolveu calma ao Benfica, que entra na 2a parte com menos  ansiedade, e a chegada  logo ao minuto 5 do 3o golo, num monumental chapéu  de Seferovic obtendo um grande golo, e dando finalmente  uma vantagem que deu uma enorme confiança  e à  vontade à equipa para  encarar os 40 minutos restantes sem ter que jogar  sob brasas.
O jogo aqui terá  ficado resolvido, o Benfica continuou na toada de transições  sobretudo pela  esquerda,  e já  na ponta final do jogo, um golo a papel químico  daquele que aconteceu com o Tondela  e com  os mesmos protagonistas , Grimaldo cruza tenso e Seferovic à  ponta de lança  a fazer de cabeça  outro golo  de belo  efeito.
O Feirense pelo que jogou talvez não  tivesse merecido um resultado tão  pesado , mas o futebol  é  isto, é  eficácia  e o Benfica hoje foi eficaz 
Destaques para Ferro , imperial , seguro,  está  a tornar-se  um grande patrão  na defesa do Benfica, Samaris e Florentino  sempre esclarecidos,  Taarabt a denotar alguma falta de ritmo, mas, atenção  é  jogador e quando entrar nas rotinas da equipa e mais  entrosado  na sua movimentação   poderá  vir a constituir uma mais valia  e ser alguém para acrescentar.
Seferovic, continua  a ser a grande surpresa da época,  marca, joga, faz jogar, e está  um ponta se lança  com categoria.
Pizzi fez um excelente jogo, foi o principal dinamizador do ataque, e está  a ser fundamental na manobra  da equipa.
Em sentido oposto, João  Félix  está de alguns jogos a esta parte a atravessar um mau momento, parece-me  a mim que um jogo no banco poderia ser uma boa aspirina , pois  este miudo  foi  demasiadamente  endeusado nas ultimas semanas  e afrouxou o seu rendimento que também  pode  ter a ver com alguma falta de frescura física.
A 6 jornadas do fim e antes do terrivel jogo que temos que fazer em Braga há  de permeio dois  jogos na  Luz, com o V. Setubal e com o Maritimo.
É  bom que se encare com o máximo  de seriedade e não  esquecer que  os unicos pontos que o Benfica na era Lage perdeu para o  campeonato, foi precisamente  na Luz  com o Belenenses, como  tal muito mas muito cuidado na abordagem destes próximos  dois  jogos.
Quinta feira aí  está  de novo a Liga Europa, competição  que não  me desperta  grande motivação,  e que pode  ser fatal para o nosso plantel, em termos  físicos.
Não  defendo que o Benfica dê uma grande  importancia a esta competição,  como tal acho que a nossa concentração  máxima  deve incidir sobre as 6 finais que nos podem  levar a um título  com que nenhum  benfiquista já  sonharia esta época.
Viva o Benfica.